Esportes
Ministério do Esporte convoca clubes após fim das bets; veja o que está em jogo
Reunião em Brasília acontece nesta terça-feira e deve discutir alternativas para reduzir o impacto financeiro da proibição das apostas no futebol brasileiro
O Ministério do Esporte convocou os clubes após fim das bets para uma reunião na próxima terça-feira (29), em Brasília. O encontro está marcado para às 15h e ocorre poucos dias depois de o Governo Federal editar uma Medida Provisória que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa no Brasil.
Reunião terá clubes das quatro divisões
Segundo ofício enviado à CBF e assinado pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, o encontro terá como tema central o “fortalecimento dos clubes e do futebol brasileiro”. Representantes dos clubes das quatro divisões do Campeonato Brasileiro e das federações estaduais foram convidados para participar da discussão.
Além disso, os clubes pretendem discutir medidas para reduzir os efeitos financeiros provocados pelo fim das bets. De acordo com o UOL, dirigentes estimam que os times da Série A tenham cerca de R$ 1 bilhão em patrocínios diretos ligados às casas de apostas, o que aumenta a preocupação com a substituição dessas receitas.
Clubes discutem alternativas financeiras
Nesse cenário, uma das possibilidades em debate é a criação de um plano de socorro financeiro ao futebol. A intenção dos clubes é buscar alternativas diante da perda de receitas de patrocínio e publicidade, enquanto a nova medida do governo começa a produzir efeitos.
A MP foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira (25). Pela nova regra, as empresas têm até 5 de outubro para retirar materiais publicitários e patrocínios. A partir de 6 de outubro, sites e aplicativos de apostas deverão sair do ar.
Setor de apostas recorre ao STF
Paralelamente à mobilização dos clubes, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida provisória. As entidades pedem a suspensão da proibição e questionam a extinção das autorizações existentes.
O caso está sob relatoria do ministro Luiz Fux. Nesta segunda-feira (28), a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao STF prazo de 72 horas para apresentar manifestação antes de uma eventual análise dos pedidos apresentados pelas entidades do setor.