Botafogo
Muros pichados expõem crise e revolta de torcidas contra dirigentes no Brasil
Botafogo, Fortaleza e Palmeiras viram centros de treinamento virarem palco de protestos
Os muros pichados por torcedores viraram símbolo de insatisfação em diferentes clubes do futebol brasileiro em 2026. Botafogo, Fortaleza e Palmeiras tiveram seus centros de treinamento e estádios vandalizados em protestos direcionados a dirigentes e à gestão esportiva, refletindo momentos distintos de crise e cobrança.
No Botafogo, os muros do CT Lonier, no bairro do Camorim, Zona Oeste do Rio de Janeiro, amanheceram pichados na noite da última quinta-feira (22). As frases traziam críticas diretas a John Textor, sócio majoritário da SAF alvinegra, em meio às dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube no início da temporada. Entre as mensagens, uma se destacou: “Cadê o dinheiro?”, em tom de cobrança.
Botafogo vive pressão por questões financeiras
O protesto ocorre em um momento de forte debate entre torcedores sobre a condução econômica do clube. Embora não haja confirmação sobre os responsáveis pelas pichações, a ação evidencia a crescente insatisfação de parte da torcida com atrasos, restrições orçamentárias e incertezas administrativas. Até o momento, o Botafogo não informou quais medidas serão adotadas.

Fortaleza também foi alvo às vésperas de eleições
Situação semelhante ocorreu no Fortaleza, onde o Centro de Treinamento do Pici foi pichado com frases como “Democracia já”, “$AF de incompetentes” e “O Fortaleza não tem dono”. O protesto aconteceu às vésperas das eleições para o Conselho de Administração da SAF, em um contexto delicado após o rebaixamento para a Série B.
Além disso, o clube passou por mudanças profundas na estrutura administrativa. Nas últimas semanas, ao menos sete dirigentes deixaram cargos de gestão, o que aumentou a tensão política e institucional dentro do Tricolor do Pici.

Palmeiras teve protesto após goleada no Paulista
Enquanto isso, em São Paulo, torcedores do Palmeiras picharam os muros do Allianz Parque após a goleada por 4 a 0 sofrida diante do Novorizontino, pelo Campeonato Paulista. A manifestação teve como principais alvos a presidente Leila Pereira e o técnico Abel Ferreira, cobrados por planejamento e desempenho.
Frases como “2025 de novo”, “Abel, acabou a magia?” e ataques diretos à diretoria apareceram nos muros do estádio. Mesmo com apenas uma derrota na temporada, o desempenho irregular e a falta de reforços de peso aumentaram a pressão sobre a gestão.

Responsáveis foram detidos em São Paulo
Diferentemente dos outros casos, os responsáveis pelas pichações no Allianz Parque foram detidos pela Polícia Militar, segundo apuração da ESPN. O Palmeiras informou que abrirá boletins de ocorrência e tomará medidas judiciais, inclusive por difamação. Pouco depois, as mensagens foram cobertas com tinta verde.