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Os times do Brasileirão que mais trocaram de técnico desde 2020

Técnicos caem rápido no Brasil

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Os times do Brasileirão que mais trocaram de técnico desde 2020
A alta rotatividade de técnicos segue como uma marca histórica do futebol brasileiro - Créditos: depositphotos.com / Gajus-Images

As mudanças de técnicos no futebol brasileiro voltaram a ganhar destaque em 2025. Entre os 12 clubes de maior expressão no país, apenas Palmeiras, Flamengo, Internacional e Atlético-MG mantiveram estabilidade no comando neste início de temporada. O caso mais recente é o do Botafogo, que encerrou o trabalho de Renato Paiva após a eliminação no Mundial de Clubes da Fifa, diante do Palmeiras, e voltou ao mercado em busca de um novo treinador.

Por que a troca de técnico é tão frequente no futebol brasileiro

A pressão por resultados rápidos, a exigência de torcedores e conselheiros e a disputa intensa por vagas em competições como Libertadores e Copa do Brasil ajudam a explicar o alto número de mudanças no comando. Em muitos casos, a queda de rendimento em poucos jogos é suficiente para encerrar um projeto que mal chegou a começar, sem tempo para consolidação de ideias.

Desde 2021, o Vasco lidera o ranking das equipes que mais trocaram de treinador, com 14 mudanças e 13 profissionais diferentes no período. Santos, Cruzeiro e Corinthians também aparecem com números expressivos, todos acima de dez alterações no comando, reforçando uma cultura em que o técnico de futebol é o primeiro alvo quando o desempenho em campo não corresponde às expectativas.

Os times do Brasileirão que mais trocaram de técnico desde 2020
Abel Ferreira. – Créditos: depositphotos.com / A.Paes

Quais clubes mais trocaram de técnicos entre 2021 e 2025

O levantamento das trocas de treinadores entre 2021 e 2025 mostra padrões distintos entre os grandes clubes. De um lado, há equipes que mudaram constantemente de comando; de outro, casos pontuais de continuidade, com projetos mais estáveis e planejamento esportivo mais claro.

A lista a seguir resume os clubes com mais alterações no período e ajuda a visualizar como a instabilidade afeta boa parte da elite do futebol brasileiro, com impactos esportivos e financeiros relevantes:

ClubeTrocas de TécnicosTécnicos Diferentes
Vasco da Gama1413
Santos1312
Cruzeiro1212
Corinthians1010
Botafogo87
Flamengo88
Fluminense86
Grêmio87
Atlético-MG86
São Paulo76
Internacional66
Palmeiras01

O Botafogo ilustra bem essa realidade recente. Desde 2021, o clube passou por oito mudanças de treinador, com sete nomes diferentes, enfrentando dificuldades para consolidar uma identidade tática duradoura.

Em 2024, após conquistar a Copa Libertadores, perdeu Artur Jorge para o futebol do Catar e, só no fim de fevereiro de 2025, acertou com Renato Paiva, que deixou o cargo após poucos meses, reforçando o histórico de instabilidade no comando técnico alvinegro.

A troca de técnicos é sempre sinônimo de problema

As frequentes mudanças de técnico no futebol brasileiro nem sempre estão ligadas apenas a maus resultados. Em vários casos, há saídas motivadas por propostas do exterior, encerramento de contratos previamente estabelecidos ou divergências internas sobre planejamento esportivo e prioridades do clube.

Mesmo assim, o padrão mais comum ainda está relacionado a sequências negativas em campeonatos de pontos corridos e mata-matas. Cada nova mudança gera ajustes de modelo de jogo, alterações de escalação e formas distintas de conduzir o elenco, o que interfere na rotina de treinos, na adaptação dos jogadores e na consolidação de um estilo de jogo reconhecível pela torcida.

Como a continuidade no comando técnico impacta o desempenho dos clubes

Em contraste com a alta rotatividade de treinadores, alguns exemplos de continuidade chamam atenção. O Palmeiras, único entre os 12 grandes a não trocar de técnico na década de 2020, segue com Abel Ferreira desde 2020 e consolidou uma estrutura de trabalho bem definida.

Nesse período, o clube disputou títulos importantes, manteve uma base sólida e evitou mudanças bruscas de direção. A permanência prolongada não elimina momentos de oscilação, mas reduz a necessidade de recomeçar projetos esportivos, favorecendo planejamento de elenco, uso consistente de métodos de trabalho e integração com as categorias de base.

Confira a publicação do perfil brasileirão, no Instagram, trazendo o discurso de Rafael Guanaes, do Mirassol, após ser eleito melhor técnico do Brasileirão 2025, destacando gratidão, trajetória e trabalho coletivo:

Como a cultura de mudanças influencia o futuro dos clubes

A forma como os dirigentes lidam com a demissão de técnicos ajuda a desenhar o futuro esportivo e financeiro dos clubes. Cada troca envolve pagamento de multas rescisórias, ajustes de comissão técnica, eventuais reformulações de elenco e mudança de prioridades, o que pode criar um efeito cascata em contextos de dívida e receitas pressionadas.

Para lidar melhor com esse cenário, alguns fatores costumam ser avaliados antes de manter ou trocar o comando técnico, buscando equilibrar emoção e análise racional nas decisões:

  • Desempenho em campo: campanha em campeonatos, classificação em torneios e desempenho em clássicos;
  • Gestão de elenco: relação com jogadores, aproveitamento da base e disciplina interna;
  • Alinhamento com a diretoria: visão de longo prazo, uso de análise de desempenho e participação em decisões de mercado;
  • Custo da mudança: multas, novos salários e eventuais reformulações de elenco;
  • Reação da torcida e de conselhos internos: pressão em redes sociais, arquibancadas e bastidores políticos.

No cenário atual, os números indicam que a troca de técnicos no futebol brasileiro continua recorrente, sobretudo em clubes com instabilidade esportiva. Ao mesmo tempo, casos de continuidade, como o do Palmeiras, mostram que manter um treinador por vários anos é possível quando há um projeto claro e sustentado por resultados, tendência que tende a se fortalecer com o avanço da gestão profissional e do uso de indicadores de performance.

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