Esportes
Quando a aposta fica cara: bastidores de um escândalo que não para de crescer
Promotores ordenam detenção de 29 suspeitos, incluindo Erden Timur, enquanto investigação já atinge árbitros, jogadores e dirigentes em várias divisões do futebol turco
A investigação sobre um amplo esquema de apostas no futebol profissional da Turquia ganhou novos capítulos nesta sexta-feira (26). Promotores determinaram a detenção de mais 29 pessoas — entre elas o ex-executivo do Galatasaray, Erden Timur, segundo informou a emissora NTV e outros veículos locais.
De acordo com comunicado do Ministério Público citado pela emissora, 24 dos 29 suspeitos tiveram a prisão efetivada, incluindo Timur. O ex-dirigente e o Galatasaray não se pronunciaram até o momento. Outros quatro investigados seguem foragidos, enquanto um quinto já se encontrava preso por outro processo.

A NTV revelou ainda que 14 dos detidos são jogadores que atuam em ligas turcas, embora seus nomes não tenham sido divulgados oficialmente.
O caso ocorre em meio a uma ofensiva das autoridades contra irregularidades no esporte. No mês passado, a Federação Turca de Futebol suspendeu 149 árbitros e assistentes por envolvimento em apostas. A investigação também resultou na prisão de oito pessoas — entre elas o presidente de um clube da primeira divisão — e na suspensão de 1.024 jogadores, acompanhada de medidas disciplinares.
No início de dezembro, promotores já haviam determinado a detenção de 46 pessoas, incluindo atletas, dirigentes, comentaristas e um árbitro, sob suspeita de participação em apostas com uso de informações privilegiadas. Posteriormente, um tribunal decretou prisão preventiva para 20 investigados, entre eles jogadores da Super Lig, que agora aguardam julgamento.
As autoridades turcas afirmam que a apuração continua e que novas fases não estão descartadas. O escândalo expõe a dimensão do problema e coloca em xeque a credibilidade das competições nacionais.