Esportes

“Que lindo!” Evaldo José estreia no clássico Fluminense e Botafogo

Narrador vai fazer, neste domingo, o primeiro jogo dele pela Super Rádio Tupi "Meu coração está transbordando de alegria"

Por Bruno Almeida

A partida entre Fluminense e Botafogo pela semifinal da Taça Rio, que será disputada neste domingo (05/07), às 16h, vai ser marcante também por algo além das quatro linhas: a estreia de Evaldo José como narrador da Super Rádio Tupi.  O locutor, conhecido pelo bordão “Que lindo!”, fará a narração do jogo, que será transmitido nas plataformas digitais da Tupi (Youtube, Facebook , aplicativo e Tupi.fm). O novo contratado falou sobre a expectativa para a primeira jornada na rádio líder de audiência do Rio.

“Eu estou extremamente ansioso. Estou me sentindo como um garoto que vai fazer a primeira transmissão esportiva. Frio na barriga, ansiedade e recebendo muito carinho dos amigos. Chegar na Rádio Tupi, neste momento, significa muito para mim, pela trajetória que ela tem. Voltar a trabalhar com o Garotinho, depois de tanto tempo, com o Gérson, o Dé, Sérgio Guimarães, que estava no início da minha carreira, e tanta gente que eu ouvia quando era pequeno…tudo é muito significativo para mim. E eu tenho uma marca, desde que cheguei no Rio, muito grande, porque fui muito influenciado pelo Doalcey Camargo, que era locutor da Rádio Tupi. Então, meu coração está transbordando de alegria por estar vivendo este momento”.

Aos 50 anos, Evaldo José dedicou 25 deles, ou seja, metade da vida, à locução esportiva. Começou a narrar em 1995, na rádio AM “O Dia”. O início não foi dos melhores. Inicialmente, trabalhava fazendo apuração para o plantão esportivo, até o dia em que, na ausência de locutor, foi chamado para fazer a narração de uma partida. Entretanto, a performance foi muito ruim e ele foi bem criticado. Mas, segundo Evaldo, a crítica o motivou para treinar e, assim, aprimorar as técnicas de locução.

“Com 5 minutos eu não sabia mais o que falar. Secou a garganta, eu imitei todos os locutores que eu já tinha ouvido na minha vida. Foi uma transmissão horrorosa, na verdade, para ser horrorosa tinha que melhorar muito. Quando acabou a transmissão, o cara que era o comandante e que havia pedido para eu narrar disse ‘Evaldo, volta para a apuração, porquê se há uma coisa que você não nasceu para fazer é falar no microfone’. E aquilo ressoou dentro de mim. Eu voltei para a apuração, mas comecei a treinar em casa. Eu ia narrando o jogo em todo lugar, inclusive no ônibus, até o dia em que tive uma nova oportunidade e o chefe gostou”.

Em seguida, passou pela “Rádio Tamoio”, “Rádio Brasil”, o sistema Globo de Rádio, onde ganhou mais fama, tendo a oportunidade de narrar três Copas do Mundo: 2006, 2010 e 2014. Saiu em 2016 e, no ano seguinte, participou do SRzd, com transmissões online, até chegar na BandNews e também na FlaTV, onde ficou até dezembro de 2019.

Ao longo da trajetória, Evaldo citou algumas narrações marcantes, como a vitória do Fluminense sobre o Boca Juniors por 3 a 1, pela semifinal da Libertadores de 2008, e a virada do Vasco em cima do Palmeiras por 4 a 3, na final da Copa Mercosul de 2000. Já o gol de Petkovic pelo Flamengo em cima do cruz-maltino, na final do Campeonato Carioca de 2001, foi muito importante para o narrador, pois marcou o bordão “Que lindo!”.

“Eu fiz tantas transmissões emocionantes na minha vida e todas elas estão conectadas aos clubes do Rio. A narração do gol do tricampeonato do Flamengo, o gol do Petkovic, foi a primeira vez que eu gritei ‘Que lindo!’. Felizmente, o Luiz Mendes ouviu a narração desse gol depois e falou ‘Garoto, usa isso como bordão sempre, porque é fantástico’. E eu, que só dizia ‘Que lindo!’ quando o gol era muito bonito, passei a utilizar esse jargão em todos os gols”.

Paralelamente, ao longo da carreira, Evaldo também trabalhava como professor de filosofia e coordenador pedagógico. Ao todo, são 28 anos de magistério. Ele conta como era dividir as salas de aula com os estádios.

“Era particularmente puxado para mim quando eu trabalhei em uma escola que começava as aulas às 7 da manhã e eu saía do Maracanã na quarta e na quinta-feira quase às 2 horas da manhã. Mas, no geral, uma coisa acabava ajudando a outra. Quando estava ruim a situação na escola, o futebol era uma terapia. Ou o contrário. Quando estava complicado o trabalho do jornalismo esportivo, estar dentro de uma sala de aula com os alunos, os colegas professores, ajudava a manter o equilíbrio”.

Entretanto, em dezembro do ano passado, Evaldo José deixou a BandNews, a FlaTV e a escola em que atuava, para fazer um trabalho voluntário na Tanzânia, África. Ele ficou de janeiro até maio de 2020 morando com dois refugiados e fazendo ações sociais humanitárias, onde, inclusive, abriu uma escola para duzentas crianças refugiadas.

“Quando você completa 50 anos, você pensa que a maior parte da sua vida já passou. Então, comecei a pensar bastante sobre isso e as minhas contribuições para deixar o mundo melhor. Foi quando surgiu o convite para conhecer o trabalho social da ‘Fraternidade sem Fronteiras da África’. Eu fui lá em dezembro, fiquei 15 dias dentro de um campo de refugiados, e voltei tão tocado com a realidade local, que parei com tudo, agradeci aos locais onde eu trabalhava e retornei ao trabalho voluntário, onde fiquei quatro meses. E foi a coisa mais legal que vivi na minha vida”.

De volta ao Brasil, Evaldo José vai retornar à locução esportiva. Na Super Rádio Tupi, ele vai trabalhar novamente ao lado de José Carlos Araújo. De acordo com o narrador, o Garotinho é uma das grandes inspirações dele. Inclusive, o locutor disse que aprendeu muito com as técnicas dele.

“Eu sou muito da escola de José Carlos Araújo. Eu tomei um susto uma vez. O Garotinho fez um clássico no domingo e, quando eu cheguei na redação na segunda-feira, ele estava sentado no escritório, com um rádio gigante, ouvindo outra vez o jogo que ele narrou no domingo, as participações dos repórteres, comentaristas, jornalismo, todo mundo que participou, e fazendo anotações. Depois ele reuniu a equipe e fez uma avaliação com todo mundo, para ele tentar melhorar. Eu pensei ‘o cara narra futebol há anos e mesmo assim está tentando melhorar. Eu estou chegando agora, preciso fazer isso’. Então, fui muito influenciado pelo jeito dele, com a concentração e o estudo”.

Agora, Evaldo José está na expectativa para o começo da jornada na Super Rádio Tupi. O narrador disse estar emocionado com as mensagens que está recebendo de carinho dos ouvintes e ressaltou que está “positivamente surpreso” com o ambiente da Tupi e o acolhimento dos colegas de trabalho.

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