Campeonato Brasileiro

Renato Gaúcho reclama dos desfalques no Flamengo e afirma sobre Brasileirão: ‘Quem tudo quer, nada tem’

Treinador do Rubro-Negro também citou convocações e calendário apertado como obstáculos

Por Bruno Gentile

Renato Gaúcho durante apresentação do Flamengo
(Foto: Reprodução)

Após novo jogo de mal desempenho e de derrota do Flamengo, por 3 a 1, para o Fluminense, pela 28ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, o técnico Renato Gaúcho, que começou muito bem à frente do Rubro-Negro e até com vitórias convincentes, falou sobre alguns temas, segundo ele, responsáveis por atrapalhar o momento do clube, como lesões, convocações e calendário apertado na temporada. O ex-jogador admitiu que fica mais complicado de conquistar o título da Primeira Divisão quando se tropeça com frequência nos resultados, mas avalia o trabalho, no geral, de forma positiva.

“Estou satisfeito pelos problemas que a gente vem tendo. Desfalques de atletas em suas seleções e no departamento médico. Mesmo assim, o Flamengo continua em três competições diferentes. Está na final da Libertadores, temos 90 minutos para colocar a equipe em outra final na quarta-feira e ainda estamos brigando no Brasileirão A gente sabe que está difícil, mas que time joga e vence as três torneios? Temos coisas para melhorar, para corrigir, mas não levam em consideração os obstáculos que vemos tendo. E ninguém no mundo disputa três campeonatos ao mesmo tempo e leva todas, torna-se complexo demais. Quem tudo quer, nada tem”, disse.

Questionado sobre a confiança do elenco para o confronto decisivo do Flamengo, contra o Athletico-PR, pelo duelo de volta das semifinais da Copa do Brasil, no Maracanã, Portaluppi garantiu que o grupo não irá com moral baixa e abatido na partida, aproveitando para requisitar, novamente, o apoio e incentivo dos torcedores no estádio. Sabemos que precisamos melhorar e dar sequência. Respeito a opinião, mas não adianta querer tumultuar o nosso ambiente. Empata duas, perde uma e parece que está tudo errado. Vejo outros clubes disputando apenas uma competição e mal, e ninguém fala. O Flamengo dá ibope. Se eu fosse torcedor, também estaria um pouco insatisfeito”, admitiu o comandante.

Renato Gaúcho mencionou o fato de haver dificuldades para substituir Arrascaeta na equipe titular, já que o meia uruguaio segue em tratamento para se recuperar de contusão na coxa direita, sofrida durante atuação pela seleção do Uruguai, nas Eliminatórias da Copa do Mundo. “Para essa vaga na criação, coloquei o Vitinho ali, pus o Lázaro, o Everton e o Andreas Pereira, na maioria das vezes, que fez um ótimo jogo diante do Juventude, todo mundo gostou. Se eu tiro, iriam questionar. O Giórgian joga naquele setor, e qualquer outro que entre no lugar, as pessoas vão querer que faça o mesmo. A gente tenta, mas nem sempre consegue o nosso objetivo”, explicou o técnico.

Confira outros trechos abordados na entrevista coletiva:

Escalação

“A única vez que poupei jogador desde que cheguei ao Flamengo foi contra o ABC, depois de ganhar por 6 a 0. Hoje, nós estamos pagando pelo Bruno Henrique, porque deveria ter sido poupado, vinha se queixando muito do adutor. Colocamos para jogar no meio dessas críticas. Estourou. O Pedro estava com dores muito fortes no joelho. Levamos para jogar contra o Athletico correndo um risco. Jogou 15, 20 minutos e agravou a lesão”

Andreas em outra posição

“São características diferentes. Quando o Arrascaeta não joga, a gente precisa improvisar. O Andreas é volante e tem nos ajudado, mas não tem as mesmas características. Não é da noite para o dia. O Arrascaeta faz falta em qualquer time, é um jogador diferenciado. E não é só o desfalque do Arrascaeta, mas não é desculpa. Jogando uma vez por semana, tem tempo de preparar e treinar a equipe. Desse jeito, a gente mal tem tempo para fazer um trabalho tático. Como vai ter entrosamento?”

Vitor Gabriel na frente

“Era o único jogador da posição. Desde que eu cheguei, fez apenas três jogos. Falta ritmo. Não é que fez má partida, mas falta ritmo para o jogador. Vou improvisar tendo um jogador da posição? Ele foi bem em alguns lances, não foi tão bem em outros. Se ele faz aquele gol no primeiro tempo, seria herói. Já temos o problema do entrosamento. Se mudarmos também a parte tática, teremos dois problemas. Temos o nosso padrão de jogo, que é maneira que nós e os jogadores gostam de jogar. Infelizmente, não é em todos os jogos que estamos no nosso dia. Não adianta mudar toda hora”

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