Esportes
Salário vira entrave, mas Santos mantém otimismo por empréstimo de Gabigol
Com trunfo de Bruno Spindel e promessa de protagonismo na Vila, o Peixe tenta acelerar negócio antes do início da pré-temporada mineira
A negociação para o retorno de Gabigol à Vila Belmiro entrou na última semana do ano ainda cercada de indefinições. Apesar do otimismo demonstrado pela diretoria do Santos, o desfecho da transferência depende de um acordo final com o Cruzeiro sobre a estratégia financeira que viabilizará o pagamento dos salários do atacante por empréstimo.
O principal entrave reside na divisão dos vencimentos. Com limitações orçamentárias, o Peixe estabeleceu um teto de investimento em torno de R$ 1 milhão mensais para contar com o jogador. Para abrir esse espaço na folha, o clube aposta na saída de atletas, como o atacante Guilherme, que está em vias de ser negociado com o futebol dos Estados Unidos.
Por outro lado, a Raposa tenta reduzir ao máximo sua participação no custo mensal do atleta. A diretoria mineira espera que a equipe paulista assuma a maior fatia do salário, que também ultrapassa a casa de R$ 1 milhão. Enquanto os times não chegam a um denominador comum, Gabigol mantém sua programação de reapresentação em Belo Horizonte marcada para o dia 2 de janeiro.
Além disso, o staff do atleta aguarda um posicionamento formal do Cruzeiro e, até o momento, o camisa 9 se prepara para iniciar a pré-temporada com o elenco mineiro. Contudo, um fator que pode destravar as conversas é a entrada de Bruno Spindel na negociação. O novo executivo do clube mineiro possui relação estreita com o atacante e deve atuar como mediador para finalizar os detalhes com o Santos.
O Peixe utiliza como trunfo a perspectiva de que o jogador terá pouco espaço como titular sob o comando de Tite no Cruzeiro. A estratégia santista é oferecer ao ídolo o protagonismo necessário para a temporada, acelerando o acordo antes do início das competições estaduais.