Esportes
Sem bets, camisas ganham novos patrocinadores após volta do futebol brasileiro
Proibição das apostas de quota fixa já mudou o espaço nobre dos uniformes na Série B; clubes buscam alternativas para substituir antigas marcas
O futebol brasileiro voltou a campo após a pausa para a Data Fifa com uma mudança evidente nos uniformes dos clubes: a ausência dos patrocínios de empresas de apostas. A nova realidade já foi percebida na rodada da Série B do Brasileirão disputada nesta terça-feira (6), quando algumas equipes entraram em campo com novas marcas estampadas no espaço que antes era ocupado pelas bets.
Na Ilha do Retiro, o Sport venceu o São Bernardo por 2 a 1 e apresentou uma novidade na camisa. O clube pernambucano, que tinha a Bet Nacional como patrocinadora, passou a exibir a marca Banlek, plataforma voltada para fotografia.
A mudança ocorre após a Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país. Com a nova legislação, os clubes precisaram retirar as marcas do segmento de seus uniformes e buscar alternativas comerciais.

Em Goiânia, o Goiás também entrou em campo com uma camisa diferente na vitória por 2 a 1 sobre o Athletic Club, no estádio da Serrinha. Atualmente sem patrocinador máster, o clube já teve a Viva Sorte Bet ocupando o principal espaço do uniforme.
Do outro lado, o Athletic Club encontrou uma solução interna para substituir a antiga patrocinadora. A equipe mineira estampou a marca própria “Esquadrão 1909” no espaço nobre da camisa, que anteriormente era ocupado pela Bet Nacional.
No duelo entre Ponte Preta e Juventude, no Moisés Lucarelli, nenhuma das duas equipes tinha patrocínio de empresas de apostas no uniforme. A Macaca, porém, acabou derrotada em casa por 2 a 0.
A rodada mostra, na prática, os primeiros impactos da nova regulamentação sobre o futebol brasileiro. Com a saída das bets do mercado de patrocínios esportivos, os clubes passam a buscar novas empresas, marcas próprias e diferentes formatos de parceria para ocupar um espaço que, nos últimos anos, se tornou uma das principais fontes de receita comercial do futebol nacional.