Esportes
Sergio Ramos e grupo espanhol avançam para comprar SAF de clube brasileiro; saiba os valores
O ex-zagueiro do Real Madrid é um dos nomes centrais da oferta milionária que busca assumir o futebol da equipe
As conversas para a transformação do Juventude em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ganharam um novo capítulo com um nome de peso nos bastidores. Em um encontro virtual realizado na última terça-feira (3), em Caxias do Sul, representantes do clube e da Five Eleven Capital retomaram os diálogos que haviam sido pausados em dezembro. A grande novidade do encontro foi a participação de Sergio Ramos, ex-Real Madrid e seleção espanhola, que surge como um dos investidores centrais da proposta.
Embora não tenha havido um avanço definitivo na reunião, o contato serviu para alinhar alguns detalhes. A expectativa agora gira em torno da entrega da primeira minuta do contrato por parte do grupo espanhol, prevista para o final desta semana. Após os ajustes do Departamento Jurídico, o texto seguirá para a análise final do Conselho Deliberativo.
Detalhes do negócio e perfil do investidor
Aos 39 anos e vindo de uma passagem pelo Monterrey, do México, Sergio Ramos ainda não oficializou sua aposentadoria dos gramados. No entanto, o atleta já movimenta o mercado como empresário de sucesso. Além do interesse no clube gaúcho, o zagueiro recentemente tentou adquirir o Sevilla, clube onde iniciou sua trajetória profissional.
No caso específico do Juventude, o modelo de negócio evoluiu de uma compra integral para uma parceria estratégica. Dessa forma, a proposta atual prevê que o grupo investidor detenha 90% das ações da SAF, enquanto o clube associativo manteria os 10% restantes sob seu controle. Vale destacar que o aporte financeiro oferecido gira em torno de R$ 400 milhões.
Quais são as garantias para o futuro do Juventude?
Além do investimento direto, o modelo de parceria foi desenhado para proteger os ativos históricos do clube. Diferente de outras SAFs no Brasil, o Juventude preservaria a propriedade total de seu patrimônio físico. Consequentemente, o Estádio Alfredo Jaconi e o centro de treinamento permaneceriam sob o domínio do clube associativo.
Já no campo financeiro, o contrato deve assegurar que o Alviverde receba receitas recorrentes, como o pagamento anual de royalties e um montante de saída (cash-out) pré-fixado. Contudo, a concretização do negócio ainda depende da análise minuciosa do Departamento Jurídico. Afinal, o documento precisa estar estritamente alinhado aos pré-requisitos definidos pelo Conselho Deliberativo em agosto de 2025, que visam garantir a estabilidade institucional e a preservação da identidade do clube.