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Crise no Oriente Médio reacende alerta sobre conectividade

A escalada das tensões no Oriente Médio e os riscos à infraestrutura crítica reacenderam o debate global sobre resiliência digital. Com pressão sobre energia, logística e cabos submarinos, especialistas apontam que conectividade passa a ser tratada como ativo estratégico. No Brasil, o movimento reforça discussões sobre ofertas mais flexíveis e complementares para provedores e empresas.

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Navio e cabos submarinos ilustram infraestrutura crítica digital

A escalada das tensões no Oriente Médio e o fechamento prático do Estreito de Ormuz ampliaram a pressão sobre energia, logística e cadeias globais, reacendendo um debate que também alcança o setor de telecomunicações: o da resiliência da infraestrutura crítica. Dados reportados pela Reuters mostram que as exportações de petróleo do Golfo caíram pelo menos 60% na semana até 15 de março, enquanto produtores da região passaram a buscar rotas alternativas para contornar o bloqueio parcial da passagem, um dos principais corredores energéticos do mundo.

No entendimento da Play Tecnologia, empresa que atua na implantação de operações móveis de marca própria, esse cenário global ajuda a acelerar uma mudança de percepção no mercado brasileiro: conectividade deixa de ser vista apenas como serviço de acesso e passa a ganhar peso também como tema de continuidade operacional, relacionamento e estratégia de portfólio para provedores e empresas.

Cabos submarinos e resiliência entram no centro do debate

A preocupação não é isolada. Na última semana, Reino Unido e Irlanda anunciaram exercícios conjuntos para testar a prontidão diante de incidentes com cabos submarinos, em resposta ao aumento das tensões geopolíticas e da atividade hostil sobre infraestrutura sensível. Em paralelo, a União Internacional de Telecomunicações (ITU) realizou em fevereiro, no Porto, a segunda edição do International Submarine Cable Resilience Summit, reunindo governos, reguladores, investidores e operadores para discutir proteção, financiamento, coordenação e aceleração de reparos em cabos submarinos.

O debate vem sendo sustentado também por estudos estruturais. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirma que as redes de comunicação se tornaram infraestrutura crítica para comércio, saúde, educação e serviços públicos e destaca que mais de 99% do tráfego IP mundial é transmitido por cabos submarinos, o que faz com que qualquer disrupção tenha efeitos amplos e imediatos.

Na Europa, a Comissão Europeia publicou em outubro de 2025 um relatório específico sobre segurança e resiliência das infraestruturas de cabos submarinos, com mapeamento de riscos e testes de estresse. O movimento reforça que a discussão internacional já ultrapassou a lógica tradicional de cobertura e preço e passou a incorporar segurança, redundância e capacidade de resposta como variáveis estratégicas para a conectividade.

Setor de telecom busca modelos mais flexíveis e complementares

É nesse ambiente que a Play Tecnologia enxerga uma oportunidade de reposicionamento para provedores regionais e marcas que dependem fortemente de conectividade para vender, atender e se relacionar com seus clientes. A avaliação da empresa é que a telefonia móvel tende a ganhar relevância não apenas como nova fonte de receita, mas como camada complementar dentro de uma proposta mais ampla de conectividade, especialmente em operações que buscam ampliar conveniência, recorrência e percepção de continuidade.

A leitura encontra eco nas análises mais recentes do setor móvel. A GSMA Intelligence classificou 2026 como um ano de transformação importante para a indústria de telecom, com destaque para conectividade, transformação de redes, IoT e evolução do mercado empresarial. O relatório aponta que os movimentos em curso não se limitam ao consumo tradicional de dados, mas abrangem novos modelos de operação e de captura de valor no ecossistema móvel.

Segundo a Play Tecnologia, esse contexto favorece soluções mais flexíveis e mais rápidas de implementar. A empresa afirma já contar com estrutura para implantação de MVNO com uso das redes Vivo e TIM, além de recursos como integrações com principais ERP do setor, split de pagamento simultâneo entre as partes envolvidas na venda, módulo de franquias e módulo de cashback. Na visão da companhia, esse tipo de arquitetura permite que o móvel seja trabalhado não só como produto adicional, mas como extensão da estratégia comercial e de relacionamento de provedores, redes e marcas.

A tendência, segundo a empresa, é que o mercado passe a valorizar cada vez mais ofertas combinadas e modelos capazes de ampliar presença no dia a dia do cliente sem exigir a replicação da estrutura de uma operadora tradicional. Em um cenário internacional mais instável e mais atento à infraestrutura crítica, a conectividade tende a ser tratada menos como commodity e mais como ativo estratégico.

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