Mundo Corporativo
Empresa explica como economizar energia elétrica
O consultor técnico da COBRECOM, que fabrica fios e cabos elétricos de baixa tensão, esclarece que o uso de equipamentos eficientes e uma instalação elétrica bem planejada e com dimensionamento adequado são medidas essenciais para reduzir o consumo de energia e economizar na conta
Diante do aumento constante das tarifas de energia elétrica e da crescente preocupação com a sustentabilidade, encontrar maneiras eficazes de economizar energia tornou-se uma prioridade para os consumidores.
Seja em residências, escritórios, edificações comerciais ou indústria, a adoção de práticas que reduzem o consumo sem comprometer o conforto ou a produtividade pode gerar economias significativas e ainda contribuir para a preservação ambiental.
“Este tema deve ser dividido em duas partes: economia de energia dos aparelhos de utilização que são ligados à instalação elétrica e economia de energia dos componentes da instalação elétrica. São exemplos do primeiro caso uma pessoa utilizar em sua residência, por exemplo, uma geladeira ou uma máquina de lavar roupas com selo A do Procel, que identifica produtos com alta eficiência energética. No segundo caso, abordamos o uso de componentes da instalação elétrica que, por suas características e, principalmente, pela forma como foram projetados, têm eficiência energética aumentada e, consequentemente, apresentam menores perdas de energia”, explica o professor e engenheiro eletricista Hilton Moreno, que também é consultor técnico da COBRECOM.
O professor ainda revela que a compra dos eletrodomésticos cabe exclusivamente ao consumidor, que deve, sempre que possível, adquirir aparelhos com a maior eficiência energética, que são aqueles com selos A e B do Procel, enquanto, no caso das soluções econômicas planejadas no projeto de instalação elétrica, é o projetista quem deve adotar medidas que resultem em uma instalação elétrica mais eficiente.
Qual gasta mais, 110 ou 220 V?
O consultor técnico da COBRECOM esclarece que existem raras exceções em que o consumo é diferente dependendo da tensão; porém, mesmo nestes casos, a diferença é quase desprezível. Isso significa que, na prática, podemos considerar que o consumo de energia de um aparelho, medido em kWh pelo medidor da distribuidora de energia elétrica, é o mesmo em 110 ou 220 V.
“O que muda com o uso de 110 ou 220 V é o custo da instalação elétrica, uma vez que as correntes elétricas em 110 V são maiores do que em 220 V para a mesma potência dos aparelhos. Com isso, a tendência é que sejam utilizados condutores elétricos de maior seção em alguns circuitos da instalação, o que a torna mais cara”, ressalta Hilton Moreno.
Além disso, em alguns casos a escolha pela instalação em 110 ou 220 V não depende do morador, pois há regiões onde a instalação elétrica pode ser feita somente em um dos casos, conforme definido pela distribuidora de energia local. Porém, há cidades em que há as duas opções coexistindo na mesma instalação.
Materiais que serão usados na instalação elétrica
A correta escolha e dimensionamento dos materiais é muito importante para evitar desperdícios de energia na instalação elétrica. Quando mal escolhidos ou dimensionados, os produtos da instalação elétrica podem aquecer mais do que o normal e esse calor excessivo significa perda desnecessária de energia e, com isso, aumento na conta de energia elétrica.
“O uso de produtos piratas em geral, e dos cabos elétricos irregulares, em particular, é um dos principais motivos de aumento na conta de energia. Isso porque, como mencionado anteriormente, tais produtos que não seguem as normas técnicas aquecem mais do que o normal, e este calor não é utilizado para nada e ainda por cima é registrado pelo medidor de energia do consumidor”, informa Hilton Moreno.
Outro ponto importante é que os produtos piratas apresentam um grande risco para a segurança das pessoas em relação aos choques elétricos e queimaduras. Além disso, são causas muito comuns de incêndios, porque podem apresentar sobrecargas e curtos-circuitos que elevam a temperatura ao seu redor, causando a queima de outros materiais da edificação.
Equipamentos eletrônicos
A escolha dos aparelhos eletrônicos pode interferir na economia de energia. Por isso, a utilização de equipamentos com alta eficiência energética e que tenham o Selo do Procel é uma boa alternativa para reduzir a conta de energia.
“O Selo Procel de Eficiência Energética é uma marcação voluntária de algumas poucas famílias de eletrodomésticos e aparelhos de ar-condicionado. Isso significa que não abrange muitos outros produtos. Para que o consumidor escolha o produto mais eficiente quando existe o selo Procel, o indicado é sempre comprar o produto com selo A ou B, evitando o máximo possível produtos C e acima disso”, recomenda o consultor técnico da COBRECOM.
Hilton Moreno indica que, quando não tiver o selo Procel, o consumidor deve procurar na placa afixada no produto ou no seu manual a informação de qual é a sua potência, em W (watt), ou diretamente o seu consumo, em kWh (quilo watt-hora).
“Quanto menores esses números, menor o consumo de energia. Assim, por exemplo, dois televisores com a tela de mesma dimensão, se um deles tiver potência de 200 W e o outro de 230 W, deve ser escolhido, por motivo de economia de energia, o televisor de 200 W”, completa.
Outras dicas para a economia de energia
Para evitar desperdício de energia e ter uma conta mais barata, Hilton Moreno lista mais algumas dicas importantes:
1 – Não deixar os equipamentos no modo de espera (stand-by) por dias ou semanas. Ao tirar os aparelhos e equipamentos das tomadas sempre que não estiverem sendo usados por longos períodos, essa escolha pode, em alguns casos, reduzir a conta do consumo daquele aparelho;
2 – Quando possível, a escolha do aquecimento da água através da energia solar ou a gás irá reduzir drasticamente os gastos com banho;
3 – Nos ambientes em que o ar-condicionado estiver ligado, as portas e janelas devem ser mantidas fechadas; caso contrário, o aparelho irá utilizar mais energia elétrica para manter o ambiente resfriado;
4 – A utilização de lâmpadas de LED comprovadamente reduz significativamente a conta de energia;
5 – Aproveitar ao máximo a luz natural diminui consideravelmente a utilização de luz artificial e, consequentemente, diminuirá o valor a ser pago com a conta de energia elétrica;
6 – Energia fotovoltaica pode ser uma boa opção, principalmente nos casos em que a conta de energia elétrica é elevada.
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