Mundo Corporativo
Especialista detalha processo para reaver valores de golpes
Em um cenário em que milhares de brasileiros se tornam vítimas de fraudes financeiras, a advogada especialista Dra. Brunna Vecchi esclarece os passos jurídicos para reaver perdas e aponta as possibilidades de recuperar o valor mesmo quando o cliente fornece a senha.
O Brasil enfrenta uma crescente onda de golpes bancários. De acordo com um apontamento realizado na América Latina, 51% dos brasileiros já sofreram fraudes digitais, incluindo a modalidade via Pix. Os métodos são cada vez mais sofisticados, indo do conhecido golpe do motoboy ao golpe da falsa central de atendimento, deixando um rastro de prejuízos e dúvidas.
As fraudes se caracterizam pelo contato com consumidores, pessoas físicas ou jurídicas, por meio de ligações, SMS ou aplicativos de comunicação. Nessas comunicações, os interlocutores se apresentam como representantes de bancos ou empresas e solicitam transferências financeiras ou o fornecimento de dados sensíveis.
Contrariando o senso comum, a recuperação dos valores não só é possível como tem sido uma realidade nos tribunais. “O primeiro passo ao cair no golpe é entrar em contato imediatamente com a própria instituição financeira”, relata a advogada especialista em fraudes bancárias, Dra. Brunna Simon Vecchi. “Após registrar a ocorrência, é crucial entender se a vítima possui ou não direitos a serem defendidos, independentemente de ter digitado a senha”, acrescenta.
Os golpes do motoboy e da falsa central
Existem cinco golpes mais comuns nos tribunais brasileiros, segundo pesquisa realizada recentemente. “Os dois golpes mais comuns em nosso escritório são o do motoboy e o da falsa central telefônica”, afirma Dra. Brunna.
Quando ocorre o golpe do motoboy, a vítima é enganada ao efetuar um pagamento com uma maquininha adulterada, que pode clonar o cartão ou realizar múltiplas transações sem o seu conhecimento. “Os golpistas frequentemente usam nomes de empresas famosas de serviços de flores e chocolates, alegando uma entrega de presente para tornar a farsa mais crível”, explica a advogada de golpes bancários.
Já no golpe da falsa central, os criminosos utilizam tecnologia para mascarar o número de telefone, fazendo parecer que a ligação parte do próprio banco. “O escritório recebe diariamente casos de pessoas que, acreditando estar em um procedimento de segurança, acabam contratando empréstimos ou validando transações fraudulentas”, compartilha Vecchi.
A responsabilidade pode ser da instituição financeira
Website: https://simon-vecchi.adv.br