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Ultrassom morfológico detalha formação fetal e prediz riscos

Exame realizado em fases específicas da gestação avalia anatomia do bebê e risco de complicações para gestante. Dra. Vanessa de Oliveira Maciel, especialista em medicina fetal, destaca relevância para planejamento pré-natal, decisões clínicas e intervenções

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A inclusão da ultrassonografia morfológica como parte obrigatória do pré-natal no Sistema Único de Saúde (SUS) foi aprovada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados em 2025, de acordo com informações divulgadas pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

A proposta prevê a oferta de ao menos dois exames durante a gestação com o objetivo de acompanhar o desenvolvimento fetal — mostrando informações sobre a morfologia —, identificar malformações e avaliar riscos à saúde materna e do bebê. De acordo com a entidade, a realização do exame também permite identificar gestantes com maior risco de complicações.

A Dra. Vanessa de Oliveira Maciel, médica ginecologista e obstetra da Clínica Alma, explica que o ultrassom obstétrico morfológico é um exame mais detalhado e criterioso que o ultrassom obstétrico de rotina, e realizado em janelas específicas da gestação — geralmente feito entre 11 e 14 semanas no primeiro trimestre, e entre 20 e 24 semanas no segundo trimestre.

“O exame de rotina avalia aspectos gerais da gestação, como a posição do bebê, o volume de líquido amniótico, a frequência cardíaca e o crescimento fetal. Já o morfológico tem como objetivo avaliar minuciosamente a anatomia do bebê: coração, cérebro, coluna, rins, face, membros e muito mais. É um mapa completo da formação fetal”, detalha a especialista.

A médica reforça que o exame permite avaliar se o desenvolvimento do feto está ocorrendo como esperado e identificar precocemente qualquer alteração que mereça atenção. “Por meio do ultrassom morfológico, começamos a enxergar o bebê de verdade — sua formação, seu crescimento, seus movimentos — desde as primeiras semanas, e sua qualidade depende diretamente da experiência e da atenção do profissional que o realiza”.

Atendimento técnico e humanizado

Segundo a Dra. Vanessa de Oliveira Maciel, um ultrassom morfológico bem realizado permite identificar durante a gestação condições que, se não detectadas, poderiam representar riscos sérios tanto para o bebê quanto para a mãe, como alterações placentárias, malformações cardíacas, síndromes genéticas e complicações no desenvolvimento fetal. “Quanto mais cedo identificamos, mais tempo temos para agir com segurança e tranquilidade”, afirma.

Em 2023, cerca de 300 mil bebês nasceram prematuros no Brasil, o equivalente a quase 12% dos nascimentos no país, conforme divulgado pela Agência Brasil. A média global é em torno de 10%, e o Brasil é um dos dez países com maior número de nascimentos prematuros por ano. O texto enfatiza que o ultrassom morfológico permite a medição do colo do útero, cuja redução do comprimento está associada ao aumento do risco de parto prematuro.

Para a obstetra da Clínica Alma, o ultrassom morfológico contribui para decisões clínicas de forma muito significativa ao longo da gestação. Segundo ela, quando uma alteração é identificada precocemente, toda a equipe médica que acompanha a gestante pode se preparar — seja para um acompanhamento mais próximo, para encaminhamentos a especialistas ou para um planejamento do parto em um centro com estrutura adequada.

A publicação da Febrasgo destaca que o exame favorece o encaminhamento oportuno para serviços especializados e o planejamento assistencial. De acordo com a entidade, a avaliação também orienta intervenções preventivas e, nos casos sem alterações, contribui para a tranquilidade das famílias ao longo do acompanhamento pré-natal.

“Em casos em que o diagnóstico precoce não muda o desfecho, ainda assim, muda completamente a forma como a família e a equipe médica se preparam para receber aquele bebê. Isso faz toda a diferença na segurança e na qualidade do cuidado”, ressalta a especialista em medicina fetal.

A Dra. Vanessa de Oliveira Maciel pontua que, além do aspecto técnico, a sensibilidade no atendimento à gestante durante o exame é fundamental, apesar de muitas vezes ser subestimada. Para ela, o profissional que conduz esse exame precisa explicar o que está sendo avaliado, mostrar o bebê com cuidado e responder às dúvidas com paciência.

“É preciso entender que, do outro lado da sonda, há uma mãe que está vivendo um momento único e irreversível na sua vida. A gestante que entra para fazer um ultrassom morfológico geralmente está ansiosa, cheia de expectativas e, muitas vezes, com medos que ela nem consegue nomear. Compreender isso faz parte do atendimento. Além disso, técnica e humanidade precisam caminhar juntas”, observa a profissional.

Para a especialista em medicina fetal, o exame é considerado um dos primeiros cuidados com a saúde do bebê ainda no útero. “Quando uma mãe decide fazer um ultrassom com qualidade, realizado por um profissional experiente e com equipamento adequado, ela está tomando a primeira grande decisão de cuidado pela saúde do filho. É um gesto de amor que começa muito antes do nascimento”, considera.

A médica orienta que gestantes tratem o ultrassom morfológico com a mesma atenção dedicada a outros aspectos da gestação, por se tratar de uma das primeiras avaliações mais abrangentes da saúde do bebê. “É importante escolher onde e com qual profissional realizar o exame. Um equipamento de alta resolução nas mãos de um profissional experiente e atento pode captar detalhes que fazem toda a diferença”, alerta.

Para mais informações, basta acessar: http://www.alma.med.br/

Website: http://www.alma.med.br/