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‘A Lua é um trampolim’, diz ex-astronauta da Nasa ao Correio
Clayton Anderson viajou à Estação Espacial por duas vezes e permaneceu no espaço durante cinco meses. Ao Correio, ele destacou o caráter histórico da missão Artemis II
Os caminhos para a construção de uma base na Lua e para a exploração de Marte estão abertos. É o que acredita o ex-astronauta da Nasa Clayton C. Anderson, 67 anos, que esteve na Estação Espacial Internacional por duas vezes e permaneceu cinco meses no espaço.
Em entrevista exclusiva ao Correio, o norte-americano disse considerar a missão Ártemis II — a primeira à Lua desde 1072 — um “enorme sucesso para toda a humanidade”. “Todo esse conhecimento adquirido nos ajudará a planejar o envio seguro de humanos a Marte para atingir objetivos semelhantes”, disse.
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Como o senhor avalia o nível de sucesso da missão Artemis II? Quais serão as principais lições para a ciência e para a humanidade a partir dessa missão?
Um enorme sucesso para toda a humanidade! O teste bem-sucedido de todos os sistemas da espaçonave Artemis II com humanos a bordo nos prepara para as missões Artemis 3 e 4 nos próximos anos. Provamos que temos o conhecimento e a tecnologia para retornar à Lua com segurança e agora estamos nos preparando para uma base lunar, onde humanos viverão e trabalharão ao longo do tempo… assim como fizemos na Estação Espacial Internacional.
De que maneiras essa missão é histórica, na sua opinião?
Conseguimos algo que a humanidade não fazia há 54 anos. Reafirmamos nossa visão de retornar à Lua e, um dia, a irmos a Marte. Os avanços tecnológicos nos ajudarão a chegar lá.
O que explica o desejo da humanidade de retornar à Lua?
A Lua é um trampolim. Um local próximo da Terra (3 dias de viagem), onde possamos testar as tecnologias e construir a infraestrutura necessária para extrair água/gelo das caixas lunares. Todo esse conhecimento adquirido nos ajudará a planejar o envio seguro de humanos a Marte para atingir objetivos semelhantes.
