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Aos 19 anos, um jovem inglês costurava roupas de academia na garagem da casa dos pais com uma máquina de costura e uma impressora de estampas, e a marca passou a valer mais de 1 bilhão de libras

Ben Francis fundou a marca em 2012 e, em 2020, um fundo americano comprou 21% da empresa num acordo que a avaliou em mais de 1 bilhão de libras

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Aos 19 anos, Ben Francis criou a Gymshark na garagem dos pais, em Birmingham, em 2012
Aos 19 anos, Ben Francis criou a Gymshark na garagem dos pais, em Birmingham, em 2012 - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Em 2012, aos 19 anos, o inglês Ben Francis montou uma pequena oficina de roupa esportiva na garagem da casa dos pais, em Birmingham, no Reino Unido. Com uma máquina de costura e uma impressora de estampas, ele criou a Gymshark. Oito anos depois, um investimento estrangeiro avaliou a marca em mais de 1 bilhão de libras. É a história de uma ideia caseira que ganhou clientes no mundo inteiro vendendo pela internet.

Como Ben Francis começou a Gymshark na garagem dos pais?

Ben Francis começou costurando as próprias peças, depois que a mãe o ensinou a usar a máquina de costura. O detalhe aparece no comunicado oficial da General Atlantic sobre o investimento na Gymshark. O documento confirma que a marca nasceu em 2012, na garagem dos pais do fundador, em Birmingham.

A própria empresa resume aquele começo de forma direta: uma garagem, uma máquina de costura e uma impressora de estampas. O jovem cortava, costurava e estampava as roupas de treino, sem fábrica e sem loja física. As vendas aconteciam pela internet, direto para o consumidor.

Esse modelo de venda online sem intermediários continuou sendo a base do negócio. Foi assim que a marca formou uma comunidade de clientes em mais de 180 países, segundo o mesmo comunicado do fundo.

A Gymshark nasceu vendendo direto ao consumidor pela internet, sem fábrica nem loja física
A Gymshark nasceu vendendo direto ao consumidor pela internet, sem fábrica nem loja física – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

O que o investimento de 2020 mudou para a Gymshark?

O investimento colocou a Gymshark no grupo das empresas avaliadas em mais de 1 bilhão de libras. Em 14 de agosto de 2020, o fundo americano General Atlantic anunciou a compra de 21% da companhia, na primeira captação de recursos da história da marca.

O fundador não perdeu o controle. Pelo acordo, Francis ampliou a própria fatia para mais de 70% da empresa, e a executiva Melis Kahya Akar, do fundo, ganhou um assento no conselho. Na época, a receita mais recente da marca passava de 250 milhões de libras.

Na mesma nota, o empresário disse acreditar que a Gymshark pode ser para o Reino Unido o que a Nike é para os Estados Unidos e a Adidas, para a Alemanha. Ele também afirmou que o negócio daquele dia representava apenas o começo.

Negócios que nascem dentro de casa e crescem rápido não são exclusividade do mercado britânico. Um caso recente nos Estados Unidos começou num porão, com impressoras 3D.

Por que a marca de Birmingham virou um unicórnio britânico?

A marca de Birmingham virou um unicórnio porque passou a valer mais de 1 bilhão sem abrir capital na bolsa. No mercado, unicórnio é o apelido de empresas jovens e de capital fechado que alcançam essa avaliação.

O investimento de 2020 avaliou a Gymshark em mais de 1 bilhão de libras e financia a expansão internacional
O investimento de 2020 avaliou a Gymshark em mais de 1 bilhão de libras e financia a expansão internacional – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

O comunicado da General Atlantic apresenta o acordo justamente como a entrada da Gymshark nesse clube. O dinheiro do investimento foi direcionado à expansão internacional, com foco na América do Norte e na Ásia.

O próprio Ben Francis contou essa trajetória em vídeo, publicado no canal oficial dele no YouTube. Na gravação, em inglês, ele relembra como começou a empresa ainda adolescente, antes de o unicórnio existir.

O que a trajetória da Gymshark ensina a quem quer empreender?

A trajetória da Gymshark mostra que um produto bem definido e a venda direta pela internet podem levar longe um negócio pequeno. No caso da roupa esportiva, o fundador apostou num público específico e manteve esse público no centro da estratégia.

No comunicado de 2020, Francis resumiu a ideia numa frase: a marca não é nada sem a sua comunidade. Para quem sonha com o próprio negócio, a lição é começar com o que tem, ouvir o cliente e crescer com os pés no chão. E você, já pensou em tirar aquela ideia da gaveta? Comece pequeno e siga acompanhando com a gente histórias como essa.

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