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Após mortes de dois americanos, ICE encerra operações no Maine
Mortes em protestos contra política migratória de Trump ampliaram pressão sobre agentes
O Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE) encerrou as operações de fiscalização reforçada no estado do Maine. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (29) pela senadora republicana Susan Collins, após conversa com a secretária do Departamento de Segurança Interna.
Em publicação nas redes sociais, Collins afirmou que a secretária Kristi Noem comunicou o fim das ações ampliadas no estado. Segundo a senadora, no momento não há operações de grande escala do ICE em andamento ou previstas no Maine, embora o órgão e a Alfândega e Proteção de Fronteiras sigam com atividades regulares.
A decisão ocorre em meio ao aumento das críticas à atuação de agentes de imigração em diferentes regiões dos Estados Unidos.
O que motivou a pressão contra as operações do ICE?
Nos últimos dias, o trabalho dos agentes passou a ser questionado após a morte de dois cidadãos americanos durante protestos contra a política migratória do governo do presidente Donald Trump. O caso mais recente ocorreu em Minneapolis, envolvendo um agente de imigração do Departamento de Segurança Interna.
No início de janeiro, a poetisa Renee Nicole Good, de 37 anos, mãe de três filhos, foi morta a tiros por um agente do ICE durante uma manifestação. No último sábado (24), o enfermeiro Alex Jeffrey Pretti, também de 37 anos, morreu em circunstâncias semelhantes, durante protestos contra a política migratória.
Desde a segunda morte, os atos contra a política migratória na atual gestão de Trump ganharam força. Segundo relatos, cidadãos americanos, inclusive eleitores republicanos, passaram a defender a redução do que consideram ações truculentas por parte dos agentes de imigração.