Christa Pike quebra o silêncio após sobreviver a injeção letal nos EUA - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Mundo

Christa Pike quebra o silêncio após sobreviver a injeção letal nos EUA

Em relato emocionante, mulher revela como tenta recomeçar após falha histórica em execução: ela agradece apoio médico e busca manter a esperança

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Segundo ele, a demora até o início dos procedimentos de emergência pode ter causado uma lesão cerebral na mulher. Diante do episódio, o governador Bill Lee determinou uma investigação independente e suspendeu a execução que estava prevista para ocorrer ainda neste ano. - Reprodução/YouTube Inside Edition

A norte-americana Christa Pike, de 50 anos, falou pela primeira vez após sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal no estado do Tennessee. A detenta afirmou que acordou confusa e enfrenta incômodos físicos contínuos desde a ocorrência da falha no procedimento.

Sentenciada à pena capital em 1996 pelo homicídio de uma colega cometido no ano anterior, Pike teve seu relato divulgado pela equipe de advogados que a representa em uma sexta-feira (30). A manifestação detalha as consequências físicas e psicológicas enfrentadas pela mulher.

Relato sobre a execução

Pike afirmou que havia realizado um preparo psicológico para morrer de forma pacífica. Ela despertou desorientada e sem companhia em um leito médico. Diante dessas circunstâncias, a defesa informou que a detenta ficou revoltada com o ocorrido.

O sofrimento físico atinge diferentes partes do corpo: mãos, braços e garganta, o que prejudica sua fala. Além do impacto corporal, a condenada destacou que o sofrimento também atinge sua mente.

“Não houve um único momento, desde aquela noite, em que eu não tenha sentido dor”, destacou Pike ao descrever os efeitos que enfrenta continuamente.

A sentenciada declarou que não esperava seguir com vida e criticou as falhas operacionais do processo. Ela também fez menção direta ao sofrimento suportado pelos familiares da vítima do crime.

“Sinto-me profundamente ferida pela incompetência que colocou tantas pessoas nesta situação terrível”, declarou.

Pike manifestou reconhecimento aos médicos responsáveis pelo atendimento emergencial e agradeceu o carinho recebido em mensagens de apoio. Diante do caráter inédito do episódio, a detenta disse não ter clareza sobre o próprio futuro judicial.

A mulher explicou que busca se restabelecer aos poucos, apoiando-se no suporte que tem recebido de terceiros.

“Não sei por que sobrevivi àquela noite. Não sei o que virá a seguir”, concluiu a mulher, ressaltando o esforço diário para manter a esperança.