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Crise na Venezuela: Maduro se mantém no poder após eleições contestadas

Após o controverso pleito de 2024, o país enfrenta isolamento internacional e repressão interna, enquanto a oposição reivindica a vitória.

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Nicolás Maduro, de terno escuro e gravata, discursando ao microfone, gesticula.
Nicolás Maduro, em meio à turbulência política pós-eleitoral, aborda a situação da Venezuela.

A situação política na Venezuela permanece em um impasse crítico no início de 2026, mais de um ano após as controversas eleições presidenciais de julho de 2024. O presidente Nicolás Maduro foi declarado vencedor pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) com 51,2% dos votos, mas o resultado é amplamente rejeitado pela oposição e por grande parte da comunidade internacional, que apontam fraudes. A oposição, que se uniu em torno do candidato Edmundo González Urrutia, reivindica uma vitória esmagadora, com contagens paralelas indicando mais de 67% dos votos a seu favor.

A Eleição Controvertida de 2024

O pleito foi marcado por tensões desde o início. Após a principal líder da oposição, María Corina Machado, ter sua candidatura barrada pelo governo apesar de uma vitória retumbante nas primárias, a oposição conseguiu registrar o diplomata Edmundo González Urrutia. O resultado oficial, no entanto, desencadeou uma onda de protestos por todo o país, que foram duramente reprimidos pelas forças de segurança. A falta de transparência na contagem e a perseguição a líderes opositores levaram ao não reconhecimento dos resultados por dezenas de países, incluindo os Estados Unidos e membros da União Europeia.

Crise Econômica e Isolamento

O cenário pós-eleitoral aprofundou a crise econômica e humanitária. O alívio temporário de sanções concedido pelos EUA em 2023, condicionado a eleições livres previstas no Acordo de Barbados, foi revertido. Com o aumento do isolamento, a economia venezuelana continua a sofrer com alta inflação e desvalorização da moeda. O êxodo de venezuelanos não cessou, e o acesso a serviços básicos como saúde e alimentação segue precário para milhões de cidadãos.

Imagem mostra Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, discursando.

Foto: Reprodução/Instagram (@nicolasmaduro)

A Manobra Nacionalista de Essequibo

Em retrospectiva, a ofensiva diplomática de Maduro sobre a região de Essequibo, na Guiana, no final de 2023, é vista como uma estratégia para inflamar o nacionalismo e desviar a atenção da crise interna antes da campanha eleitoral. O referendo realizado na época sobre a anexação do território, embora sem efeitos práticos, serviu como um ato de mobilização para sua base política.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.