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Marte já foi molhado por uma atmosfera densa. Há 3 bilhões de anos, ambos desapareceram. Agora, os cientistas podem finalmente ter encontrado a atmosfera e a água que faltam em Marte
Estudos espaciais revelam o processo de evaporação na atmosfera.
A transformação de Marte em um deserto frio instiga astrônomos há décadas. Dados recentes revelam como o clima antigo, rico em rios e oceanos, desapareceu gradualmente após a perda progressiva da atmosfera para o espaço sideral ao longo dos milênios.
Como a água de Marte desapareceu ao longo dos anos?
Estudos apontam que o planeta vermelho já abrigou grandes volumes líquidos na superfície. No entanto, a perda de proteção magnética permitiu que a água evaporasse continuamente, alterando para sempre a paisagem e o equilíbrio do ambiente marciano.
Com o enfraquecimento do campo magnético, o planeta perdeu a capacidade de reter sua camada de gases. Esse processo contínuo gerou o escoamento do hidrogênio para fora do planeta, acelerando drasticamente o resfriamento de toda a sua crosta.
Qual foi o papel do Hubble e da MAVEN na descoberta?
A atuação conjunta do telescópio Hubble e da sonda MAVEN permitiu monitorar a perda de gases simultaneamente. Essa cooperação inédita entre missões da NASA trouxe medições precisas sobre a dinâmica de escape do hidrogênio atmosférico. Os resultados surpreenderam.
Enquanto o Hubble observava a luz ultravioleta emitida pelos átomos mais distantes, a MAVEN analisava diretamente a estrutura gasosa local. A união desses dados revelou taxas de variação surpreendentes ao longo do ciclo orbital de Marte. As medições se confirmaram.

Como o vento solar e a radiação afetam a atmosfera?
A radiação ultravioleta emitida pelo Sol quebra as moléculas de água na alta atmosfera de Marte. Esse processo contínuo libera átomos mais leves que são facilmente soprados pela ação do vento solar em direção ao espaço interplanetário. O fenômeno continua.
Proporção entre Isótopos
O papel decisivo do deutério no cálculo hídrico
Por ser mais pesado que o hidrogênio comum, o deutério escapa do planeta com maior dificuldade.
A medição da taxa entre esses dois elementos permite reconstituir a quantidade exata de água perdida no passado.
Durante o verão marciano ou tempestades globais de poeira, a água sobe a altitudes elevadas. Nesses períodos mais quentes, a intensidade do escape atmosférico aumenta vertiginosamente, transformando a química do ar do planeta vermelho. Os dados comprovam essa tese.
Abaixo estão os fatores que acentuam essa perda gasosa:
- Aproximação máxima de Marte em relação ao Sol durante sua órbita.
- Tempestades de poeira que transportam vapor d’água para grandes altitudes.
- Ação constante da radiação solar quebrando as ligações moleculares.
Leia também: Compreenda por que Marte perdeu a maior parte de sua camada atmosférica ao longo de bilhões de anos
Quais evidências comprovam o escape do hidrogênio e deutério?
A medição da proporção entre hidrogênio e deutério é a principal ferramenta dos cientistas. O deutério, por conter um nêutron extra, permanece por mais tempo na atmosfera antes de sofrer o deslocamento definitivo para o espaço. Isso comprova a história.
Ao analisar a quantidade de átomos leves e pesados remanescentes, os astrônomos conseguiram calcular o volume original de água. Essa técnica inovadora confirmou a existência de um oceano primitivo de grande profundidade no passado distante do planeta.
Veja os principais indicativos colhidos durante a observação:
- Taxas sazonais de escape do hidrogênio monitoradas em tempo real.
- Diferença observada na retenção de deutério versus hidrogênio comum.
- Modelos numéricos confirmando a presença antiga de água abundante.

O que o achado representa para o futuro da exploração espacial?
Compreender a evolução atmosférica de Marte ajuda os pesquisadores a avaliar a habitabilidade de outros mundos. Além disso, as informações apoiam o planejamento de futuras missões humanas e robóticas ao ambiente astronômico com maior segurança. Novas etapas virão.
O estudo da transformação climática marciana oferece dados valiosos sobre a sustentabilidade dos planetas rochosos. Essas descobertas impulsionam a busca por novos exoplanetas e a compreensão do destino da própria Terra. O conhecimento avança sempre mais.