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Mulher é condenada a 18 anos de prisão após atropelar e matar assaltante

Crime ocorreu em setembro de 2024 e gerou forte repercussão. A acusação descartou a tese de legítima defesa, apontando que a ré perseguiu e atropelou a vítima diversas vezes por vingança

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crédito: reprodução/@SafetyNotorious

A Justiça italiana condenou, na última quinta-feira (11/6), a empresária e socialite italiana Cinzia Dal Pino, de 67 anos, a 18 anos de prisão pela morte de um homem que havia roubado sua bolsa em Viareggio, na Itália. Noureddine Mezgui, de 52 anos, não resistiu aos ferrimentos e morreu. 

O caso aconteceu em setembro de 2024 e ganhou repercussão internacional após imagens de câmeras de segurança mostrarem o momento do atropelamento. Durante o julgamento, a defesa alegou que a empresária agiu após ser ameaçada durante o assalto, mas o juiz concluiu que houve homicídio voluntário e rejeitou a tese de legítima defesa.

O que aconteceu

Segundo a investigação, Cinzia havia acabado de jantar com amigos quando foi abordada por Noureddine que roubou sua bolsa enquanto ela se preparava para entrar no carro. Dentro da bolsa estavam documentos, chaves de casa e o telefone celular da empresária.

Sem o aparelho para acionar a polícia, ela decidiu perseguir o suspeito por conta própria utilizando seu veículo. A empresária localizou o homem e o atropelou. As imagens registradas pela câmera de segurança mostrou que, mesmo o assaltante no chão, Cinzia passou sobre o corpo da vítima mais de uma vez com o veículo. 

Após recuperar a bolsa, Cinzia deixou o local sem prestar socorro. O homem foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Defesa alegou ameaça com faca

Durante o julgamento, os advogados da empresária afirmaram que ela havia sido vítima de um roubo violento e que o assaltante teria utilizado uma faca para intimidá-la durante a abordagem.

No entanto, a investigação conduzida pela polícia italiana não encontraram qualquer arma com a vítima. Diante disso, os promotores descartaram a tese de legítima defesa apresentada pela defesa.

Para a acusação, o atropelamento ocorreu quando o suspeito já estava fugindo e não representava risco imediato à vida da empresária.

Justiça considerou vingança

A Promotoria classificou a ação como uma forma de “justiça privada” e sustentou que o crime foi motivado por vingança, pelo fato da empresária passar por diversas vezes com o veículo sobre o corpo. Os promotores chegaram a pedir prisão perpétua para a empresária.

Os juízes entenderam que houve homicídio voluntário doloso, ou seja, quando existe intenção de matar. A pena foi fixada em 18 anos de prisão. Apesar da condenação, a Justiça autorizou que Cinzia inicie o cumprimento da pena em prisão domiciliar, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Após a sentença, os advogados da empresária afirmaram que ficaram insatisfeitos com a decisão e anunciaram que irão recorrer.

A defesa argumenta que a acusada não tinha intenção de matar e que sua reação ocorreu logo após o assalto. Já a Justiça italiana considerou que a perseguição e o atropelamento ultrapassaram os limites da legítima defesa.