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Nem gatos nem peixes: estas eram as mascotes preferidas dos romanos da Antiguidade
Os costumes domésticos e a relação afetiva entre cidadãos e animais
Os habitantes da Roma Antiga mantinham uma conexão profunda com diversos animais, que ultrapassava a utilidade prática no cotidiano das casas. Pesquisas arqueológicas indicam que o afeto humano por seus companheiros domésticos era uma realidade histórica marcante.
Muitas famílias romanas dedicavam tempo para cuidar de bichos que, hoje, consideramos exóticos ou raros. O carinho e a atenção dispensados a esses seres demonstram que a domesticação cumpria um papel social e emocional fundamental naquela sociedade antiga.
Quais eram as espécies favoritas dos romanos?
Além dos tradicionais cães, que protegiam as propriedades, os cidadãos romanos escolhiam animais peculiares para conviver. A arqueologia encontrou evidências de que aves raras e até pequenas doninhas eram mantidas dentro do ambiente privado das residências urbanas.
Essa proximidade evidencia uma estética variada, onde a escolha do pet refletia gostos pessoais ou status social. A presença desses seres criava uma atmosfera doméstica vibrante, sendo frequentemente retratados em artefatos decorativos encontrados em escavações de cidades como Pompeia.

Como os pets eram tratados no dia a dia?
O tratamento desses animais era marcado por um cuidado extremo, que incluía alimentação adequada e espaços de convivência íntima. Muitos textos da época sugerem que os romanos tratavam seus mascotes como membros integrantes de seu núcleo familiar mais próximo.
Vínculos Raros
O luto pelos animais
A morte de um animal de estimação provocava um luto profundo, resultando em túmulos dedicados.
Essas homenagens documentam nomes e características dos pets, eternizando o amor entre humanos e animais.
Essa demonstração de afeto revela um lado da cultura romana pouco explorado, indo além de aspectos militares ou políticos. O registro histórico confirma que o bem estar dos animais era uma preocupação legítima de diversos tutores naquela época.
Existem registros sobre as formas de carinho que os cidadãos dedicavam aos seus pets:
- Confecção de lápides funerárias personalizadas para os animais.
- Escrita de epitáfios mencionando traços específicos de personalidade.
- Uso de adornos decorativos em colares de cães domésticos.
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O que as escavações dizem sobre a lealdade?
As descobertas arqueológicas em locais como Pompeia confirmam que a relação entre humanos e cães era de total lealdade. Os vestígios biológicos encontrados nestes sítios arqueológicos demonstram que os animais permaneciam próximos aos seus donos em momentos críticos.
Essa evidência material sustenta a tese de que o vínculo emocional superava qualquer função prática de proteção. Muitos animais foram enterrados junto aos seus tutores, simbolizando uma conexão inabalável que atravessou os séculos e chegou até os dias atuais.
Os sinais arqueológicos que comprovam a proximidade entre os habitantes e seus animais domésticos incluem:
- Restos de ossadas de animais encontrados dentro de quartos.
- Representações artísticas em mosaicos que destacam mascotes especiais.
- Itens de higiene e coleiras presentes nas escavações domiciliares.

Por que esses registros foram importantes?
A análise histórica desses animais transforma nossa compreensão sobre a vida privada dos cidadãos romanos. Observar essas dinâmicas afetivas permite identificar semelhanças entre a sociedade antiga e o comportamento humano contemporâneo ao tratar dos seus bichos.
Estes estudos confirmam que o coração humano sempre buscou companhia na natureza, independentemente da época. Ao pesquisar a história dessas mascotes, arqueólogos desenham um panorama mais humano e empático da civilização que fundou as bases do mundo ocidental.