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O “kraken” do Cretáceo chegava a 19 metros. Cientistas descobriram fósseis de mandíbulas que revelam um polvo gigante nos mares do Cretáceo
Estudo revela polvo gigante que habitou os mares do Cretáceo
Descobertas paleontológicas recentes revelam que as profundezas oceânicas do período Cretáceo abrigavam criaturas extraordinárias. Entre esses organismos, um polvo colossal alcançava dimensões surpreendentes, desafiando a visão tradicional sobre o papel dos invertebrados no antigo ecossistema marinho dominado por grandes répteis.
Como os cientistas descobriram o polvo gigante do Cretáceo?
A identificação desse animal ocorreu após pesquisadores analisarem fósseis excepcionalmente preservados em rochas no Japão e no Canadá. O estudo utilizou tomografia de alta resolução para examinar estruturas raras que resistiram ao tempo e revelaram detalhes anatômicos surpreendentes.
Como os polvos possuem corpos moles que raramente se fossilizam, os cientistas focaram na análise de suas resistentes mandíbulas calcificadas. Esse achado confirmou a existência do gênero Nanaimoteuthis, demonstrando que esses cefalópodes já alcançavam proporções gigantescas no passado.
Qual era o tamanho real do kraken pré-histórico?
A espécie Nanaimoteuthis haggarti destacou-se por apresentar estimativas de tamanho impressionantes para a ciência marinha. Os dados indicam que esse animal atingia de sete a dezenove metros de comprimento, superando em dimensões a grande maioria dos invertebrados conhecidos.
Outra espécie analisada, Nanaimoteuthis jeletzkyi, possuía porte menor, variando entre três e oito metros no total. O crescimento acelerado dessas espécies demonstra uma rápida evolução corporal que ocorreu durante o período Cretáceo superior nos oceanos globais.

Como esse predador gigante caçava nos oceanos antigos?
As análises microbiológicas dos bicos fossilizados mostraram desgastes intensos causados por mordidas repetidas em estruturas rígidas. Esse padrão indica que o animal usava força extrema para triturar organismos com carapaças duras e ossos de presas de grande porte.
Alimentação e Habilidades
Comportamento de caça do Nanaimoteuthis
O desgaste nas mandíbulas adultas revela que esses moluscos usavam bicos poderosos para perfurar e quebrar carapaças resistentes com impacto contínuo.
Marcas assimétricas indicam a presença de lateralidade corporal, sinal associado à inteligência avançada e coordenação motora refinada em predadores.
Além disso, marcas assimétricas nas mandíbulas indicam que o animal possuía comportamento lateralizado, similar ao uso preferencial de um lado do corpo. Essa característica sugere que esses invertebrados apresentavam inteligência avançada e grande capacidade estratégica de caça.
Alguns fatores explicam o sucesso desse predador nos mares pré-históricos:
- Mandíbulas afiadas capazes de exercer alta pressão sobre tecidos duros.
- Tentáculos flexíveis e fortes para capturar animais em movimento.
- Visão aguçada e sistema nervoso desenvolvido para estratégias eficientes.
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O polvo gigante competia com os grandes répteis marinhos?
Durante o período Cretáceo, os oceanos eram dominados por grandes répteis como mosassauros e plesiossauros. Contudo, as novas evidências mostram que o polvo Nanaimoteuthis ocupava o topo da cadeia alimentar, rivalizando diretamente em tamanho e eficiência com esses predadores vertebrados.
A ausência de uma concha externa rígida permitiu que esses moluscos ganhassem maior mobilidade e flexibilidade nas águas profundas. Essa adaptação anatômica facilitou a conquista de nichos ecológicos anteriormente considerados exclusivos dos grandes vertebrados do Cretáceo.
As principais semelhanças entre o polvo e os répteis marinhos incluem:
- Desenvolvimento de grande porte físico para dominar o ambiente marinho.
- Uso de mandíbulas potentes voltadas para triturar ossos e conchas.
- Posição de topo na teia alimentar dos oceanos pré-históricos.

O que essa descoberta revela sobre a evolução dos cefalópodes?
A descoberta antecipa a origem dos polvos de barbatanas em cerca de quinze milhões de anos na história geológica. Os fósseis comprovam que a evolução dos cefalópodes seguiu caminhos complexos, permitindo o surgimento precoce de linhagens de gigantes aquáticos.
Esses achados reescrevem o conhecimento sobre os ecossistemas do passado, mostrando que os invertebrados podiam atingir o topo da cadeia alimentar. A compreensão dessas espécies antigas amplia a visão sobre a capacidade de adaptação dos moluscos ao longo das eras geológicas.