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O navio de guerra sueco Vasa afundou em sua viagem inaugural em 1628 e permaneceu submerso por séculos antes de ser recuperado quase intacto
A incrível recuperação arqueológica do navio Vasa em Estocolmo
A recuperação do embarcação Vasa representa um marco monumental para a arqueologia subaquática moderna. Após passar mais de três séculos submerso nas águas frias de Estocolmo, o imponente galeão militar do século XVII foi resgatado praticamente intacto, trazendo uma coleção inestimável de artefatos.
Como ocorreu o resgate do Vasa em 1961?
Em abril de 1961, o navio reapareceu na superfície após complexos trabalhos de engenharia subaquática. A embarcação foi esvaziada por bombas potentes durante dez dias seguidos, permitindo que mergulhadores inspecionassem a estrutura e vedassem furos críticos antes do transporte até a doca seca.
Os arqueólogos subiram a bordo assim que surgiram áreas secas no casco do galeão. Liderada por Per Lundström, a equipe jovem trabalhou sob chuva constante de água doce pulverizada, medida necessária para impedir que o madeiramento histórico secasse e sofresse danos irreversíveis.
Quais desafios os arqueólogos enfrentaram na escavação?
A Remoção de lama densa e malcheirosa exigiu o uso de mangueiras de jardim para lavar os conveses. O sedimento acumulado fluía para o fundo da embarcação, expondo relíquias valiosas que eram catalogadas e colocadas em tanques cheios de água para conservação.
Engenheiros temiam o peso excessivo do material acumulado, estimado em mais de mil toneladas, o que exigiu perfurar a estrutura para escoamento. Para aliviar a pressão, cerca de 120 toneladas de pedras de lastro foram removidas por um elevador instalado no convés.

Quais objetos históricos foram encontrados a bordo?
Durante os cinco meses de escavação, os pesquisadores resgataram mais de trinta mil itens surpreendentes armazenados nas galerias. Entre os achados estavam baús de marinheiros, barris de carne salgada, centenas de balas de canhão e pratos de peltre refinados.
Tesouros do Vasa
Artefatos preservados no fundo do mar
A lama do porto de Estocolmo criou um ambiente anaeróbico ideal para preservar materiais orgânicos por séculos.
Dentre os achados mais raros estavam seis velas originais de pano dobradas exatamente como entregues pelo fabricante em 1627.
Um dos achados mais impressionantes envolveu as velas dobradas em um armário do convés inferior, preservadas em excelente estado. Além disso, foram encontradas mais de quatro mil moedas de pequeno valor nos bolsos das roupas de esqueletos de tripulantes.
Dentre os principais artigos e pertences recuperados na estrutura interna destacam-se os seguintes itens:
- Baús de marinheiros contendo roupas e itens pessoais da tripulação.
- Relógio de mesa em latão dourado e espingardas de caça dos oficiais.
- Barris com ossos de carnes salgadas que serviam de mantimentos.
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O que foi resgatado na área externa do naufrágio?
Mesmo após a elevação do casco principal, os trabalhos continuaram no local do naufrágio entre 1963 e 1967. Mergulhadores exploraram a área conhecida como A Cova, resgatando milhares de peças que haviam se soltado da mastroação e do convés.
Entre os elementos resgatados do leito marinho estavam esculturas entalhadas em madeira, as âncoras do navio e um grande bote com quase doze metros de comprimento. Essa operação minuciosa permitiu recuperar estruturas fundamentais para a reconstrução completa do galeão histórico.
As varreduras no fundo do mar resultaram no resgate de estruturas cruciais:
- Esculturas decorativas e partes do castelo de popa original.
- Seções superiores do mastro grande e do mastro do traquete.
- Embarcação secundária de grande porte com outro bote menor em seu interior.
Qual é a importância histórica das descobertas no Vasa?
Ao final das escavações e mergulhos, mais de quarenta mil objetos foram contabilizados pelas equipes especializadas. O acervo impressionante permitiu recriar o galeão em detalhes minuciosos e compreender a rotina dos marinheiros que viveram durante o século XVII na Europa.
Atualmente preservado no renomado museu em Estocolmo, o navio oferece uma visão autêntica da engenharia naval antiga. O trabalho detalhado de arqueologia subaquática transformou uma tragédia histórica em um dos maiores tesouros culturais do continente europeu.