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Pedra de 80 toneladas ficou mais de 100 anos sobre a cabeça dos turistas, até o último dia da temporada
Bloco de granito do Polar Caves Park, em Rumney, desabou sobre a passarela de visitantes em 18 de outubro, e o local passa por avaliação antes de reabrir em 2027
Uma rocha de cerca de 80 toneladas, que passou toda a história do Polar Caves Park pendurada sobre a passarela dos visitantes, despencou no domingo, 18 de outubro. O parque fica em Rumney, no estado americano de New Hampshire, e a queda aconteceu justamente no último dia da temporada de 2026. Segundo o próprio parque, ninguém se feriu, e o local vai passar por uma avaliação antes de receber turistas de novo.
Como era a pedra suspensa do Polar Caves Park?
A rocha era um bloco de granito apoiado na parede do paredão por poucos pontos de contato. Conhecida como Mysterious Hanging Boulder, algo como “a misteriosa pedra suspensa”, ela tinha a maior parte do peso projetada sobre a trilha de madeira. Por isso, quem passava por ali caminhava literalmente embaixo dela.
Em comunicado nas redes sociais, o parque informou que a pedra se manteve no lugar durante os 104 anos de funcionamento da atração. Quando caiu, ela atingiu a passarela, quebrou o corrimão e ficou atravessada no caminho, bloqueando o resto da trilha.
A origem da formação é glacial. Segundo a página institucional do Polar Caves Park, uma geleira continental avançou sobre New Hampshire. Durante o degelo, grandes blocos de granito se soltaram do penhasco Hawk’s Cliff e formaram as cavernas e passagens que os visitantes percorrem hoje.
Por que uma rocha de 80 toneladas cai depois de séculos?
Na maioria dos casos, não existe um gatilho único: o desgaste é lento e vai se acumulando. O Polar Caves Park não informou o que provocou a queda. A direção disse apenas que vai avaliar o local nos meses em que fica fechado, antes de reabrir em 2027.

O mecanismo mais comum aparece na página sobre queda de rochas do Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos, que trata do Parque Nacional de Yosemite. A água entra nas fissuras, congela e alarga as rachaduras. Quando se acumula atrás de blocos instáveis, também aumenta a pressão sobre eles.
O mesmo órgão aponta que mais da metade das quedas de pedra documentadas em Yosemite não teve um gatilho identificado. É um processo silencioso, que pode atravessar gerações até a rocha perder o equilíbrio. Quem mora no Rio, cercado de morros e encostas, conhece bem essa lógica de rachaduras que crescem sem ninguém perceber.
Rachaduras antigas e falta de manutenção também estão por trás de desabamentos bem mais perto de casa. A Tupi já mostrou um caso em que fissuras antigas viraram prova.
O que a queda em New Hampshire lembra do Velho da Montanha?
O episódio lembra o fim do Old Man of the Mountain, o “Velho da Montanha”, perfil de rosto humano formado nos penhascos de granito do estado. A formação ficava no Franconia Notch State Park, parque estadual que destaca o “Grande Rosto de Pedra” imortalizado pelo escritor Nathaniel Hawthorne.

O perfil desmoronou em 3 de maio de 2003, como registra o fundo criado para preservar o legado do Velho da Montanha. Hoje, a memória da formação ainda atrai visitantes ao parque estadual e mostra que o turismo de natureza depende de paisagens que não são eternas.
Em Rumney, o calendário ajudou. A pedra veio abaixo no fechamento da temporada, e o comunicado do Polar Caves destacou que não havia ninguém no caminho na hora da queda. O parque afirmou que a segurança de visitantes e funcionários continua sendo a prioridade.
O que muda para quem visitar o parque em New Hampshire?
Por enquanto, nada está definido sobre a trilha. O site oficial informa que o Polar Caves está fechado na temporada de 2026 e promete reabrir na primavera americana de 2027. A avaliação feita durante esse período deve indicar se a passarela muda de traçado e o que acontece com o bloco caído.
Para quem planeja conhecer a Nova Inglaterra, o melhor caminho é acompanhar os canais oficiais do parque antes de fechar a viagem, porque horários, trilhas e regras podem mudar depois da vistoria. E você, já passou embaixo de uma pedra dessas numa trilha por aqui? Conta pra gente nas redes da Tupi, que a gente quer ouvir a sua história.
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