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Protestos estudantis tomam a França: 256 mil pessoas vão às ruas contra condições inadequadas e falta de professores
Milhares de jovens vão às ruas por melhores condições nas escolas; confrontos já deixaram centenas de feridos e o governo promete atender às queixas
Protestos estudantis que começaram em setembro na região de Paris se espalharam pela França. A maior mobilização ocorreu nesta terça-feira (6), com cerca de 256 mil pessoas nas ruas, segundo as autoridades francesas. Os atos já duram duas semanas.
Os manifestantes reclamam de jornadas escolares excessivamente longas, de condições inadequadas nas salas de aula, como calor excessivo no verão, e da ausência de professores. A União dos Estudantes do Ensino Médio informa que 1.800 escolas estão bloqueadas ou fecharão durante o dia.
Riot police have fired tear gas at protesters in Paris after the demonstrations across the country saw thousands of schools partially or fully closed. Up to 40,000 people are expected to be attending the protest in the French capital. Read the latest 🔗 https://t.co/OO4R2ZBbVu https://t.co/DpFzecxHyf
— Sky News (@SkyNews) October 6, 2026
Os protestos em cidades como Marselha, Nantes e Lyon começaram pacificamente, mas se tornaram violentos em Estrasburgo, Lyon e Rennes. A polícia usou gás lacrimogêneo contra manifestantes, que atearam fogo nas ruas e lançaram projéteis. A maior manifestação está prevista para ocorrer em Paris.
Confrontos e reivindicações
Pelo menos 715 policiais e 215 adolescentes ficaram feridos nos confrontos, de acordo com o gabinete do primeiro-ministro francês. O Ministério do Interior afirma que 6.100 pessoas foram presas desde o início dos protestos, a maioria menores de idade. Mais de 1.800 estão sendo processadas.
Na segunda-feira (5), em Lens, um estudante de 15 anos teve a mão arrancada. O incidente aconteceu após ele pegar uma granada de efeito moral da polícia, que explodiu quando tentava arremessá-la de volta, segundo uma fonte ligada ao sindicato dos policiais.
Em discurso no Parlamento, o premiê francês condenou os atos de vandalismo. “Incendiar uma escola secundária não melhora o estado dos edifícios escolares”, disse, acrescentando ser uma “mentira” que o governo ordenou repressão policial.
O primeiro-ministro ordenou que seus ministros atendam às principais reivindicações dos estudantes e enviem propostas de melhorias até o fim do mês. As medidas incluem:
o reparo de prédios escolares antigos;
garantir a substituição de professores ausentes;
rever a duração do dia letivo, das 8h às 18h;
intervalos de almoço mais longos.