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Terremoto no Peru deixa seis mortos e centenas de pessoas desabrigadas

O tremor ocorreu às 21h24. hora local (23h30, horário de Brasília, no fim da noite sábado (18), a uma profundidade de 24 milhas, com epicentro no distrito de Chongos Bajo, 300 km a leste de Lima, na região de Junín, informou o Instituto Geofísico do Peru (IGP)

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Foto: Reprodução/Redes sociais

Um terremoto de magnitude 5,1 registrado no sábado, em uma região andina do Peru, deixou, até o fim da noite deste domingo (19), seis pessoas mortas, 32 feridos e centenas de pessoas desabrigadas, disse, na manhã de deste domingo (18), o primeiro-ministro Luis Enrique Arroyo, ao canal de televisão TV Peru. 

Um terremoto de magnitude 5,5 é considerado de intensidade moderada. Normalmente, não causa destruição em larga escala. Nessa faixa, o abalo pode ser sentido por um grande número de pessoas nas áreas próximas ao epicentro e causar danos leves a moderados em edificações mais vulneráveis.

O tremor ocorreu às 21h24. hora local (23h30, horário de Brasília, no fim da noite sábado (18), a uma profundidade de 24 milhas, com epicentro no distrito de Chongos Bajo, 300 km a leste de Lima, na região de Junín, informou o Instituto Geofísico do Peru (IGP).

“O terremoto destruiu nosso lar. Aqui há muitas casas de adobe que desabaram”, disse um morador de Chongos Bajo ao canal de televisão. O chefe do Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci), o general Luis Vásquez, explicou que a pouca profundidade do tremor, somada à presença de moradias construídas com adobe e quincha, causou  graves danos em diversas localidades. Segundo o Indeci, houve ao todo cerca de 300 moradias afetadas e 48 foram destruídas.

O presidente do Peru, José María Balcázar, afirmou, em entrevista à Rádio Nacional, que o governo respondeu imediatamente com “o envio de ajuda humanitária e a cooperação com as autoridades para atender as famílias afetadas e oferecer assistência urgente”.

Solidariedade

A presidente eleita, Keiko Fujimori, escreveu em suas redes sociais: “Lamento profundamente as consequências do sismo. Expresso minhas sinceras condolências aos familiares das pessoas que morreram e minha solidariedade com aqueles que foram afetados”.

Segundo o chefe do Instituto Geofísico do Peru (IGP), Hernando Tavera, em declaração à AFP, o sismo foi provocado pela reativação da “falha tectônica Altos del Mantaro”, localizada perto da cidade de Chupaca, em Junín. “Qualquer evento sísmico que ocorra próximo a essa falha vai produzir altos níveis de tremor do solo”, explicou Tavera. Ainda segundo ele, depois do evento principal, o IGP registrou 12 réplicas, a maioria de baixa magnitude.

O Peru tem 34 milhões de habitantes e está localizado no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, que se estende ao longo da costa oeste americana e da costa leste asiática, e onde terremotos são frequentes  e sentidos pela população. Nessas regiões, registra-se a maior atividade sísmica do mundo. Por ano, somente no pais, ocorreram pelo menos 400 terremotos de magnitude 4,0, dos quais cerca de 100 são sentidos pela população. Em 2007, houve o último, de magnitude 7,9, e causou consequências trágicas. O abalo atingiu a província de Pisco, na região de Ica, e deixou quase 600 mortos.