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Uma obra no parque Villa Celimontana revelou oito salas com afrescos e mosaicos do século II, além de pistas sobre um possível quartel dos vigiles romanos
Escavações na Villa Celimontana revelam mosaicos da Quinta Coorte.
Uma simples reforma de um muro no parque Villa Celimontana revelou estruturas valiosas da Roma Antiga. O achado traz mosaicos impressionantes e levanta hipóteses fascinantes sobre o funcionamento do primeiro corpo de bombeiros da história da humanidade.
Como ocorreu a descoberta no parque Villa Celimontana?
Durante os trabalhos de restauração de uma parede no parque, especialistas italianos identificaram ruínas antigas enterradas. As escavações iniciais revelaram oito salas ornamentadas com afrescos vibrantes e pisos decorados, datados do século II da era cristã.
A região fica no Monte Célio, uma colina nobre habitada por aristocratas romanos. Embora o local pudesse ter sido uma residência particular luxuosa, arqueólogos acreditam na presença militar de uma importante unidade de combate a incêndios.
O que eram os vigiles na Roma Antiga?
Os vigiles funcionavam como a primeira força oficial encarregada da segurança e da prevenção de incêndios na capital imperial. Criados para proteger a população, esses homens atuavam no patrulhamento noturno e na contenção de chamas devastadoras.
Divididos em sete coortes, esses bombeiros antigos atendiam a diferentes regiões da grande cidade. A Quinta Coorte atuava no Monte Célio e arredores, utilizando estruturas operacionais para armazenar equipamentos e garantir respostas rápidas diante de emergências urbanas.

Quais detalhes artísticos confirmam a hipótese do quartel?
Entre os achados mais impressionantes do complexo está um mosaico marinho com desenho peculiar. A obra retrata um golfinho, um peixe, uma lagosta e um caranguejo ao redor de um grande vaso decorativo de duas alças.
Simbolismo Marinho
Paralelo com o quartel de Óstia
O mosaico descoberto apresenta um estilo visual idêntico ao encontrado no antigo quartel dos vigiles em Óstia, o porto da Roma Antiga.
A presença de ilustrações ligadas à água reforça a relação simbólica e funcional dessas instalações com o trabalho de combate ao fogo.
Esse estilo artístico é similar ao mosaico já conhecido em um antigo quartel de bombeiros em Óstia. A semelhança entre as ilustrações fortalece a tese de que o prédio no Monte Célio servia ao mesmo propósito institucional.
A ornamentação e o contexto local evidenciam aspectos cruciais do complexo:
- Presença de mosaicos bem preservados com animais marinhos.
- Afrescos decorativos em oito salas da estrutura monumental.
- Padrões visuais idênticos aos encontrados em edifícios de Óstia.
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Por que a localização do achado é estratégica?
A localização da edificação oferece fortes indícios geográficos sobre seu uso. O complexo foi construído nas imediações do aqueduto do Monte Célio, o que facilitava o suprimento de água para as ações de combate aos incêndios.
Além do aqueduto, a proximidade com uma grande cisterna hidráulica garantia o armazenamento diário necessário para atender emergências na capital. Essa infraestrutura permitia um abastecimento constante de recursos hídricos para os membros da guarnição militar urbana.
A estrutura do local reunia fatores urbanísticos determinantes:
- Proximidade imediata com o aqueduto do Monte Célio.
- Presença de uma grande cisterna de armazenamento de água.
- Posição estratégica para rápido acesso a bairros povoados.

Qual é a importância desse achado para a arqueologia romana?
Se a teoria for confirmada, a descoberta ajudará os pesquisadores a reavaliar a extensão real dos edifícios militares na Roma Imperial. O achado amplia o entendimento sobre como o Estado organizava serviços essenciais de proteção urbana.
As escavações em parques e obras públicas continuam revelando segredos preservados ao longo dos séculos. As novas descobertas demonstram que a capital italiana ainda reserva preciosidades ocultas, capazes de reescrever capítulos inteiros do passado sobre a vida antiga.