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Vítimas de Epstein concordam que Trump deve depor sob juramento

Em depoimento no Congresso, ex-secretária de Estado dos EUA afirma que Trump pode revelar a verdade sobre o criminoso sexual e critica legisladores

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Donald Trump foi o responsável pelo retorno dessa franquia de sucesso
Créditos: depositphotos.com / palinchak

Convocada a testemunhar perante a Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton negou qualquer vínculo com o traficante sexual Jeffrey Epstein. A esposa do ex-presidente Bill Clinton (1993-2001) pressionou os congressistas a exigirem que o republicano Donald Trump, titular da Casa Branca, preste depoimento sob juramento no Capitólio.

“Vocês me obrigaram a depor, plenamente cientes de que não possuo nenhum conhecimento que possa auxiliar na investigação, com o objetivo de desviar a atenção das ações do presidente Trump e encobri-las, apesar dos legítimos apelos por respostas”, declarou Hillary. “Vocês fizeram poucos esforços para convocar as pessoas que aparecem com mais destaque nos arquivos de Epstein.”

Pouco depois, Hillary escreveu em seu perfil na rede social X e voltou a cobrar uma convocação de Trump. “Se esta comissão quisesse conhecer seriamente a verdade (…), pediria diretamente ao nosso atual presidente que depusesse sob juramento sobre as dezenas de milhares de ocasiões nas quais aparece no expediente”, publicou. Vítimas de Epstein afirmaram ao Correio que apoiam a iniciativa de Hillary. 

Bill Clinton aparece em fotografias ao lado de Epstein, um financista americano acusado de criar uma rede de pedofilia e de recrutar centenas de garotas para os abusos sexuais — além de compartilhá-las com amigos poderosos. As imagens mais polêmicas o mostram à beira da piscina, cercado de mulheres jovens. O ex-presidente confirmou ter viajado no jatinho executivo de Epstein diversas vezes, no início dos anos 2000, para trabalhos humanitários relacionados à Fundação Clinton. Tanto ele quanto Hllary garantiram que cortaram laços com o financista antes de sua condenação por crimes sexuais na Flórida, em 2008.

O ex-presidente democrata também foi convocado a prestar depoimento, hoje, ante a mesma comissão. Hillary classificou a audiência de ontem como uma manobra para “desviar a atenção” e ressaltou: “Não me lembro de ter tido qualquer contato com o senhor Epstein; nunca voei em seu avião nem visitei sua ilha, suas mansões ou seus escritórios”. “Nada tenho a acrescentar a isso. (…) Eu não tinha ideia de suas atividades criminosas”, avisou. 

A brasileira Marina Lacerda, 37 anos, abusada por Epstein dos 14 aos 17, disse ao Correio que não sabe se Hillary tinha algum envolvimento com o criminoso sexual. “O que sei é que parece que Bill Clinton teve ligações com ele. Eu concordo com Hillary sobre a necessidade de Trump prestar depoimento na comissão. Temos sérias acusações relacionadas ao presidente e precisamos de uma investigação. Os Estados Unidos são o único país que nada faz para a responsabilização dos crimes”, criticou. 

Vítima de Epstein aos 15 anos, Ashley Ford Rubyght também apoia a demanda de Hillary Clinton. “Estou de acordo que qualquer pessoa que tenha respostas deve prestar depoimento sob juramento”, afirmou ao Correio, por meio do Instagram. “Acredito que Trump tinha conhecimento das coisas de Epstein. Trump cooperou com meu advogado, Brad Edwards, e lhe deu todo o tempo necessário para que fizesse todas as perguntas que considerasse pertinentes. O presidente também telefonou para o Departamento de Polícia de Palm Beach dizendo: ‘Graças a Deus vocês finalmente estão atrás dele, todo mundo sabia o que ele estava fazendo'”, acrescentou.