Política

Bolsonaro nega briga com Valdemar Costa Neto e justifica adiamento da filiação ao PL

Mandatário assegurou que em “pouquíssimas semanas” irá decidir se “casa ou desfaz o noivado” com a sigla

Por Redação Tupi

Bolsonaro durante conversa com a imprensa na saída da Dubai Expo 2020
Mandatário assegurou que em “pouquíssimas semanas” irá decidir se “casa ou desfaz o noivado” com a sigla
(Foto: Reprodução)

O presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido), negou nessa segunda-feira (15), em conversa com jornalistas na saída de um estande da Dubai Expo 2020, que tenha “trocado ofensas” com o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. O chefe do Executivo brasileiro destacou que entre as pendências para concretização do “casamento” com a sigla está um compromisso firmado pela legenda de apoiar uma possível candidatura de Rodrigo Garcia (PSDB) para o Governo de São Paulo.

“Não sei como divulgam uma matéria que eu teria trocado ofensas com Valdemar Costa Neto. Nem conversei com o Valdemar por telefone. Houve uma rápida troca por zap”, iniciou. “O que acontece: alguns estados, que para mim, para a possível eleição, se eu vier a ser candidato, são vitais, como São Paulo. Ele tem um compromisso em São Paulo, que tem mais de 30 milhões de eleitores”, explicou o mandatário na sequência. “O Valdemar é uma pessoa de palavra, ele está dizendo que está buscando uma negociação, não conseguiu uma garantia de que pode desfazer o que fez no passado. Resolvemos então adiar”, complementou.

De acordo com Bolsonaro, entre as principais pendências a serem resolvidas com o PL está, além do apoio do partido na eleição estadual de São Paulo, o comprometimento de Valdemar e da sigla com a pauta conservadora defendida por ele. “Temos bandeiras que não sou eu falando no dia da filiação. Quero que ele também fale. Nós dois devemos estar afinados”, pontuou.

Bolsonaro também ressaltou que, no caso de São Paulo, recebeu um retorno positivo do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, para concorrer ao governo do estado. E para o presidente, nem mesmo o fato de Tarcísio não ser paulista, e sim carioca, é um empecilho para o sucesso da provável candidatura.

“Conversei ontem (domingo) com o Tarcísio. Ele aceita discutir uma possível candidatura ao governo do estado de São Paulo. Se ele for candidato, tem tudo para levar”, assegurou. “Pode falar que é uma pessoa que não é paulista, mas eu também me elegi pelo Rio sem ser carioca”, completou.

Ainda segundo o presidente da República na conversa com os jornalistas, o “casamento” dele com o PL “tem tudo para dar certo”. No entanto, o próprio Bolsonaro admite que ainda mantém conversas com o Progressistas (PP) e o Republicanos.

“Depende do Valdemar, com a sua habilidade que todo mundo conhece, conduzir essa coisa. O PP me quer lá ainda. Conversei com o Ciro (Nogueira), com o Fábio Faria, Rogério Marinho, as pessoas que estão no Brasil. Eu tenho um limite. (Conversei com) O Republicanos também”, pontuou. “Espero em pouquíssimas semanas, duas ou três no máximo, casar ou desfazer o noivado, mas acho que tem tudo para casar e ser feliz”, declarou o presidente da República mais a frente.

Vale lembrar que, na semana passada, o PL havia anunciado que Jair Bolsonaro entraria para os quadros do partido e marcou até a data do ato de filiação para o dia 22 deste mês. No entanto, no último domingo (14), a própria legenda divulgou uma nota informando que a filiação não ocorreria mais na data marcada e que não havia uma nova previsão.



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