Rio
Motoboys vão às ruas após três mortes em menos de uma semana
"A gente só quer sair para trabalhar e conseguir voltar para casa", desabafou motoboy durante o protesto
Motoboys realizaram uma manifestação em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, para cobrar mais segurança após a morte de Bruno Barbosa dos Santos, de 25 anos. Ele foi o terceiro motoboy assassinado no Rio em menos de uma semana, o que aumentou a sensação de insegurança entre os profissionais da categoria.
Nas ruas, os motociclistas seguram cartazes de protesto e buzinam para chamar atenção. “A meta do dia é conseguir voltar para casa”, diz um dos cartazes.
“A gente só quer sair para trabalhar e conseguir voltar para casa. Está na hora de parar. A gente é pai de família, tem filho, tem família esperando. A gente tem pensão para pagar, aluguel para pagar, moto parcelada. Ninguém está fazendo nada”, disse um motoboy, em entrevista à Super Rádio Tupi, durante o protesto.
Veja:
3 casos em menos de uma semana
Bruno foi encontrado morto a tiros nas proximidades da estação de trem de Coelho da Rocha. Testemunhas relataram que ele teria sido abordado por criminosos e reagido a uma tentativa de assalto. O caso se soma a outros dois crimes recentes.
Na terça-feira, Paulo Vitor de Souza Lopes, de 22 anos, foi morto durante um assalto na Avenida Cesário de Melo, em Campo Grande, logo após fazer uma entrega para uma pizzaria. Já na última quarta-feira, na Rua Manoel de Araújo, em Irajá, Marcelo Júlio da Silva, de 52 anos, foi baleado após se assustar com a aproximação de criminosos enquanto estava em sua motocicleta.
Os três assassinatos estão sendo investigados pela Delegacia de Homicídios, enquanto motoboys cobram ações efetivas das autoridades para garantir mais segurança no exercício da profissão.
Nota da Prefeitura de São João de Meriti
Em nota, a Prefeitura de São João de Meriti afirmou que lamenta profundamente a morte do motociclista Bruno Barbosa dos Santos e manifesta solidariedade aos familiares, amigos e toda a categoria.
“O município respeita o direito à manifestação pacífica e a mobilização em defesa da preservação da vida. A Prefeitura informa que a investigação do caso e as ações relacionadas à segurança pública são de responsabilidade do Governo do Estado, através dos órgãos competentes.
No âmbito de suas atribuições, a gestão municipal segue colaborando através do aumento do efetivo policial do Proeis, da implantação da primeira base do programa Segurança Presente na Praça da Matriz, do trabalho da Guarda Municipal, além de melhorias na iluminação pública, ações de ordenamento urbano e diálogo permanente com as forças de segurança e com o comando do 21º Batalhão de Polícia Militar“, disse a nota.