Amigos e familiares se despedem de Luiz Carlos Barreto em velório no Rio de Janeiro - Super Rádio Tupi
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Amigos e familiares se despedem de Luiz Carlos Barreto em velório no Rio de Janeiro

Produtor de mais de 80 filmes, incluindo 'Dona Flor', Barretão morreu aos 98 anos; velório reúne amigos e familiares em cerimônia aberta no Rio

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Luiz Carlos Barreto, homem idoso com cabelo grisalho e camisa vermelha, olhando pensativo
Luiz Carlos Barreto, figura central do Cinema Novo, morreu aos 98 anos e deixou um legado histórico no cinema brasileiro - Foto: Reprodução

O velório do cineasta Luiz Carlos Barreto reúne amigos e familiares no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (23). A cerimônia é aberta ao público entre 11h e 14h. Conhecido como Barretão, o produtor morreu aos 98 anos na quarta-feira (22), vítima de uma infecção pulmonar decorrente de pneumonia.

Após o velório, o corpo será levado para o Memorial do Carmo, no Caju, onde ocorrerá a cremação em uma cerimônia restrita à família. O cineasta deixa a esposa, Lucy Barreto, com quem teve os filhos Fábio (1957-2019), Bruno e Paula. Ele também deixa nove netos: Julia, Mariana, Lucas, João, Helena, Olympia, Gabriel, Camilla e Felipe.

A saúde de Barretão estava debilitada desde março de 2024, após uma queda durante uma visita ao Ceará, seu estado natal, para receber uma homenagem. Ele estava internado desde a última terça-feira.

Carreira no cinema

Com mais de seis décadas de atuação, Barretão foi uma figura central no Cinema Novo, movimento que revolucionou o audiovisual brasileiro nos anos 1960. Formado em Letras, também trabalhou com jornalismo e fotojornalismo. Em mais de 60 anos de carreira, produziu mais de 80 filmes.

Como diretor de fotografia, participou de clássicos como “Vidas Secas” (1963) e “Terra em Transe” (1967). Em 1963, fundou a L.C. Barreto Produções, responsável por obras como “Garrincha — Alegria do Povo”, “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” e “Brasil Ano 2000”.

Entre seus sucessos de produção estão “O Quatrilho” (1995) e “O que é isso, companheiro?” (1997). Seu maior êxito foi “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), dirigido por seu filho Bruno Barreto, que levou quase 11 milhões de espectadores aos cinemas.

Nascido em Sobral (CE), em 1928, Barreto mudou-se para o Rio de Janeiro em 1947. Iniciou a carreira no jornalismo nos Diários Associados, onde conheceu a produtora Lucy Barreto, sua companheira de vida e trabalho.