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Adilsinho vai a presídio federal após audiência de custódia

Contraventor é apontado como cúpula do jogo do bicho no RJ e líder de esquema milionário

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Foto: Cyro Neves/Super Radio Tupi

Adilson Oliveira Coutinho, conhecido como Adilsinho, será transferido para um presídio federal um dia após ser preso em Cabo Frio durante operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Civil, na quinta-feira (26). A audiência de custódia está marcada para esta sexta-feira (27), às 12h, na Justiça Federal, com chance de a transferência ocorrer até o final do dia.

O policial militar Diego D’Arribada Rebello de Lima, que atuava como segurança de Adilsinho e foi preso junto com ele, está recolhido na unidade prisional da Polícia Militar em Niterói.

Investigado por jogo do bicho, caça-níqueis e contrabando

Apontado como um dos principais nomes da cúpula do jogo do bicho no Rio, Adilsinho é investigado por comandar pontos da contravenção na Zona Norte e na Baixada Fluminense. Segundo a polícia, o grupo também explorava máquinas caça-níqueis em bares, movimentando milhões de reais por mês. Parte do dinheiro, de acordo com o Ministério Público, seria usada para manter a estrutura criminosa e corromper agentes públicos.

As autoridades apontam ainda que o esquema incluía o comércio de cigarros contrabandeados do Paraguai, com faturamento estimado em ao menos R$ 50 milhões mensais, segundo a Polícia Federal. Desde 2018, a estrutura teria financiado corrupção, expansão de atividades ilícitas e a ostentação de bens de luxo nos Estados Unidos, como carros de alto padrão e um jatinho executivo avaliado em R$ 4,5 milhões.

Foto: Divulgação

Fábricas clandestinas com trabalho análogo à escravidão

As investigações também apontam exploração de trabalhadores em condições degradantes em fábricas clandestinas de cigarros. Em 2023, a PF fechou uma unidade em Duque de Caxias, onde 19 paraguaios foram encontrados em situação análoga à escravidão. Em 2022, a Polícia Civil já havia desarticulado outra fábrica na cidade, em circunstâncias semelhantes.

O grupo também é investigado por assassinatos ligados à disputa pelo controle do jogo do bicho. A polícia apura, entre os casos, a morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, em fevereiro de 2024. Adilsinho é apontado como possível mandante e foi alvo de mandados de busca cumpridos em abril daquele ano.

Em nota, o advogado Ricardo Braga afirmou que a prisão ocorreu “com absoluta tranquilidade” e que o cliente confia na Justiça para comprovar sua inocência.