Alegre e batalhadora: quem era a professora morta após ser feita refém
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Alegre e batalhadora: quem era a professora morta após ser feita refém em Duque de Caxias

O criminoso que conduzia o veículo roubado atirou contra agentes do Programa Segurança Presente, que revidaram, atingindo a vítima

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Alegre e batalhadora: quem era a professora morta após ser feita refém em Duque de Caxias. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Apaixonada pela profissão, paciente em sala de aula e sempre dedicada aos alunos. Assim era descrita a professora Silvânia da Silva Guimarães, de 50 anos, morta nesta terça-feira (6) após ser baleada durante um tiroteio em Duque de Caxias.

Atuando há anos na rede pública de ensino, ela era reconhecida pelo compromisso com a educação e pela forma acolhedora com que conduzia o trabalho pedagógico.

Silvânia lecionava no Ciep Nelson Cardoso, em Mesquita, onde construiu uma relação próxima com a comunidade escolar. Alunos e ex-alunos relatam que a professora era alegre, batalhadora e otimista, conhecida pelo bom humor e pela disposição em ajudar, dentro e fora da sala de aula. Para muitos, ela era uma referência não apenas profissional, mas também humana.

Alegre e batalhadora: quem era a professora morta após ser feita refém em Duque de Caxias. Foto: Reprodução/Redes Sociais. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Amigo de infância da vítima, o vendedor André Loureiro relembrou a personalidade marcante da professora. “Silvania era uma pessoa alegre, era uma pessoa que na turma era bastante destacada, que gostava da vida, aonde ela passava ela marcava”, afirmou.

A notícia da morte causou choque e revolta. Para André, a violência vivida diariamente no estado foi um fator determinante para a tragédia. “A roleta russa do Rio de Janeiro. Infelizmente você tem um impacto até a hora que acontece com você. A gente vive numa situação hoje em que isso tem que acabar. O poder público precisa intervir de uma maneira mais eficaz. Uma pessoa que eu vi, humilde, que cresceu, que teve uma vida digna, morrer brutalmente desse jeito, é um impacto terrível.”, desabafou.

Mãe de um filho adolescente, Silvânia conciliava a rotina intensa do trabalho com a vida familiar. Nas redes sociais e nos relatos de quem convivia com ela, era comum a descrição de alguém que gostava da vida, valorizava os pequenos momentos e acreditava no poder transformador da educação.

Homicídio durante ação policial em Duque de Caxias

Silvânia da Silva Guimarães foi morta após ter o carro roubado por dois criminosos em uma motocicleta, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Durante a ação, ela foi levada como refém pelos assaltantes.

Na altura da Avenida Brigadeiro Lima e Silva, no bairro 25 de Agosto, o criminoso que conduzia o veículo roubado atirou contra agentes do Programa Segurança Presente, que revidaram.

A professora acabou sendo atingida por um disparo e foi socorrida para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.

O bandido que dirigia o carro também morreu durante o confronto. O comparsa, que estava na motocicleta, conseguiu fugir. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

Velório e despedida

O velório de Silvânia da Silva Guimarães acontece na manhã desta quinta-feira (8), no cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita. Familiares, amigos, colegas de trabalho, alunos e ex-alunos se reúnem para prestar as últimas homenagens à professora, cuja morte gerou comoção na comunidade escolar e na Baixada Fluminense.