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Argentina investigada por racismo em bar de Ipanema é presa pela Polícia Civil

Mulher foi localizada em Vargem Pequena após investigação da 11ª DP

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Policiais civis da 11ª DP (Rocinha) prenderam, nesta sexta-feira (06), a cidadã argentina indiciada por injúria racial no Rio de Janeiro. A mulher foi localizada em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste da capital, em cumprimento a mandado de prisão expedido pela Justiça.

De acordo com a Polícia Civil, a prisão é resultado da investigação que apurou ofensas racistas contra um trabalhador brasileiro em um bar de Ipanema, na Zona Sul. O inquérito foi concluído pela delegacia, que reuniu imagens, depoimentos e outros elementos probatórios.

O crime ocorreu em 14 de janeiro, quando a vítima procurou a delegacia e relatou ter sido alvo de xingamentos durante uma discussão sobre o pagamento da conta. Segundo a apuração, a investigada apontou o dedo para o trabalhador, utilizou a palavra “negro” de forma pejorativa, imitou gestos de macaco e reproduziu sons do animal.

Foto: Reprodução

O que apontaram as investigações?

As condutas foram registradas em vídeo pela própria vítima e confirmadas por imagens de câmeras de segurança do estabelecimento. Durante a investigação, agentes ouviram testemunhas e realizaram diligências para esclarecer a dinâmica dos fatos.

A prisão preventiva foi decretada após a 37ª Vara Criminal aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Segundo a decisão judicial, a medida levou em conta o risco de fuga e a avaliação de que houve repetição das condutas, mesmo após alertas de que os atos poderiam configurar crime no Brasil.

O que disse a investigada antes da prisão?

Antes da captura informada pela Polícia Civil, a advogada e influenciadora argentina Agostina Páez publicou um vídeo nas redes sociais afirmando viver um momento de medo e desespero após a decretação da prisão preventiva. “Estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação que estou vivendo ganhe repercussão”, declarou.

Ela pediu para não ser tratada “como exemplo” e afirmou precisar de ajuda. No vídeo, a argentina negou as acusações e disse que o comportamento teria sido uma “brincadeira” direcionada a amigas.

Segundo o Ministério Público, além do uso da palavra “negro” de forma pejorativa, a denunciada teria utilizado a expressão “mono”, que em espanhol significa macaco, e feito outros insultos raciais contra funcionários do bar. Um vídeo com os gestos circulou nas redes sociais e impulsionou a investigação.