Rio
Autoridades intensificam ações de enfrentamento à dengue
A Secretaria recomenda que a população fique atenta e faça inspeções rotineiras
A Secretaria de Estado de Saúde alertou para a importância dos cuidados contra a dengue, principalmente no período do ano em que há maior incidência de chuvas e mais calor, que forma a combinação perfeita para surgimento de focos do mosquito.
Em 2024, houve uma epidemia da doença e foram contabilizados 294.095 casos prováveis de dengue, 9.391 internações e 235 mortes em todo o estado. Já no ano passado, foram detectados 29.659 casos prováveis, 1.239 internações e 25 mortes, números bem menores que estão relacionados aos cuidados para controlar a proliferação do mosquito.
Os cuidados foram estendidos também aos municípios, para que adotem ações permanentes de controle de criadouros, organizem atividades de mobilização das comunidades e monitorem a infestação do mosquito com a instalação de armadilhas.
A Secretaria recomenda que a população fique atenta e faça inspeções rotineiras, além de não deixar acumular água em pneus, garrafas, baldes e até mesmo recipientes pequenos, como tampinhas de garrafas.
A Secretaria mantém o monitoramento para avaliar o cenário e garantir a segurança da população nos 92 municípios do estado, com alertas e orientações sobre a doença.
No início de novembro, a Pasta reativou o Grupo de Trabalho de Controle das Arboviroses, que fará reuniões quinzenais para definir as ações de controle da dengue, chikungunya, febre do Oropouche e zika. O comitê orientou uma nova rodada de capacitação para profissionais de saúde da rede estadual e dos municípios. Serão feitas ações em parceria com órgãos governamentais para mobilizar a população.
A reportagem da Super Rádio Tupi ouviu o subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde da Secretaria Estadual de Saúde do Rio, Mário Sérgio Ribeiro, que reforçou orientações para a prevenção da dengue:
“No Rio de Janeiro, temos o Aedes aegypti, mosquito que preocupa a população e as autoridades de saúde. Além da dengue, esse mosquito transmite também a zika e o chikungunya. Boa parte das pessoas associa a presença do mosquito ao verão e aos períodos de chuvas intensas. No entanto, os ovos do Aedes aegypti podem suportar longos períodos secos e as larvas surgirão quando a temperatura e a umidade estiverem mais altos”.
Outras recomendações feitas pela Secretaria de Saúde são a limpeza de calhas, o correto acondicionamento do lixo do quintal e a cobertura adequada de piscinas sem uso.
Doutores de animais devem higienizar e guardar as vasilhas dos pets, além de limpar bandejas de geladeiras e ar-condicionado.