Bebê de 3 meses morre no Rio após internação por suspeita de maus-tratos - Super Rádio Tupi
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Bebê de 3 meses morre no Rio após internação por suspeita de maus-tratos

Criança estava internada em estado gravíssimo com múltiplas fraturas; pai foi preso preventivamente

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Foto: Reprodução

Uma criança de apenas 3 meses de vida faleceu neste domingo (23), após passar quase 60 dias internada em estado crítico em uma unidade de saúde particular na Tijuca, zona norte do Rio. De acordo com o portal g1, o óbito ocorreu apenas um dia após o pai do bebê ser detido preventivamente sob acusação de maus-tratos.

O quadro clínico da vítima era considerado gravíssimo, apresentando edema cerebral, hemorragias, diversas fraturas, além de ter sofrido convulsões e paradas cardíacas. Com a confirmação da morte, as autoridades policiais e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) agora apuram as circunstâncias da fatalidade para além das agressões inicialmente investigadas.

Histórico de internações e suspeitas

As investigações apontam que esta não foi a primeira vez que o bebê precisou de cuidados hospitalares. Em uma ocasião anterior, a criança deu entrada com hematomas, que o pai justificou como resultado de uma “manobra de desengasgo”. Embora a equipe médica tenha desconfiado da explicação e alertado órgãos competentes, o bebê recebeu alta, retornando posteriormente com as lesões severas que levaram à sua morte.

Investigação de falhas na rede de proteção

Além da responsabilidade criminal do pai, o Ministério Público busca entender se houve negligência no fluxo de proteção ao menor. A 8ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude da Capital analisa se a primeira internação foi comunicada corretamente e se existiu “eventual falta funcional” por parte dos membros do Conselho Tutelar que receberam o alerta de possíveis maus-tratos.

O hospital onde o bebê estava internado, por sua vez, refutou qualquer tipo de omissão. Em nota oficial, a instituição garantiu que realizou a notificação ao conselho em 2 de julho, data da admissão do paciente, seguindo as normas vigentes para proteção de menores. A unidade declarou ainda que “colabora com as autoridades, disponibilizando informações e registros necessários” e que oferece suporte aos parentes da vítima.