Rio
Caçadores são presos com paca morta e cães em Parque da Tijuca; fotos
Dupla foi presa em flagrante com paca morta e cães de caça no interior da reserva carioca. Além da infração por caça, os homens responderão por maus-tratos aos cães
Agentes do ICMBio prenderam dois homens em flagrante por caça ilegal no Parque Nacional da Tijuca na noite da última quarta-feira (10). A operação, realizada com apoio da Polícia Militar, resultou em multas acumuladas que chegam a R$ 40 mil.
Os suspeitos, de 49 e 62 anos, foram interceptados em um veículo dentro da reserva após o horário permitido para visitantes. No carro, a fiscalização encontrou sete cães de caça e uma paca morta com diversas marcas de mordidas pelo corpo.
Materiais de caça profissional e sanções
A dupla foi encaminhada para a Superintendência da Polícia Federal na Praça Mauá, onde os crimes foram registrados. Além da infração por caça, os homens responderão por maus-tratos aos cães, que ficaram sob responsabilidade de um fiel depositário após a apreensão.
- Equipamentos de campo: Foram confiscados facões, redes, roupas camufladas e armadilhas de nylon, além de cordas e correntes. O material reforça o caráter especializado da atividade exercida pela dupla dentro da unidade de conservação.
- Itens veterinários e de proteção: O grupo carregava medicamentos para dopar animais e soro antiofídico para emergências com cobras. Também foram apreendidas perneiras e lanternas de alta potência usadas na incursão noturna.
O abate desses animais agrava a chamada síndrome da floresta vazia, que afeta o fragmento de Mata Atlântica no Rio de Janeiro. A ausência de espécies nativas prejudica a regeneração do ecossistema e as interações ecológicas essenciais para a preservação do parque.
Denúncias anônimas auxiliam a fiscalização
A ação foi deflagrada após informações recebidas pelo canal Fala.BR, plataforma de ouvidoria do governo federal. Na semana anterior, o sistema já havia permitido o resgate de um macaco-prego mantido acorrentado em uma casa no bairro de Santa Teresa.
O caso agora segue para investigação policial, com o corpo da paca enviado para análise técnica na Universidade Veiga de Almeida. Conforme a legislação ambiental vigente, os detidos podem cumprir pena de até três anos de reclusão, além do pagamento das penalidades financeiras.

