Capital Fluminense

Ativista transexual é espancada em bar na Lapa ao tentar defender amiga

Após agressões, Indianarae Siqueira foi levada inconsciente para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro

Por Diogo Sampaio

Rosto de Indianarae Siqueira após as agressões
Após agressões, Indianarae Siqueira foi levada inconsciente para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro
(Foto: Arquivo Pessoal)

A ativista transexual Indianarae Siqueira, fundadora de uma instituição dedicada ao apoio de pessoas LGBTQIA+, foi agredida ao tentar defender uma amiga que sofria um ataque transfóbico em um bar na Avenida Mem de Sá, na Lapa, na Região Central do Rio. O caso aconteceu na madrugada do dia 7 de agosto, porém só foi registrado nesta quarta-feira (18), na 5ª Delegacia de Polícia (DP) do Centro.

Em conversa com a reportagem da Super Rádio Tupi, Indanarae relatou que o agressor, que estava acompanhado de um grupo de amigos, teria trocado olhares com Daniela Ferreira e ao perceber que se tratava de uma mulher trans, passou a agredi-lá. A ativista contou que ainda tentou defender a amiga da violência, no entanto acabou sendo atacada com dois socos do lado direito do rosto, chegando a desmaiar e bater a cabeça no chão.

“Tive duas fraturas no osso, embaixo do olho direito. E enquanto amigos que estavam conosco me auxiliavam e impediam que a coisa fosse pior, cinco pessoas partiram para cima da Dani dando cadeirada, deram coronhada… Ela teve que tomar pontos na cabeça”, afirmou.

Rosto de Indianarae Siqueira após as agressões
Rosto de Indianarae Siqueira após as agressões
(Foto: Arquivo Pessoal)

Após as agressões, o homem conseguiu fugir do local levando os celulares e os pertences das vítimas. Indianarae foi socorrida e levada inconsciente para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, onde foi atendida e levou pontos no rosto. “Fiz tomografia, tive um bom atendimento e recebi a orientação de sete dias tomando antiinflamatório e antibiótico”, declarou.

Sobre a demora em registrar o caso, a ativista transexual relatou para reportagem da Super Rádio Tupi que procurou uma delegacia no mesmo dia das agressões, mas foi aconselhada a fazer o registro outro dia. “O policial disse que precisava de mais elementos, por se tratar não só de um roubo, mas sim de agressões. Ele disse que eu precisava de um atendimento médico de urgência e indicou que eu fosse primeiro no hospital e depois voltasse para fazer o boletim de ocorrência. Agora, que a gente estava um pouco melhor, chamei a Dani e decidi vir na delegacia”, contou.

Além do boletim de ocorrência, as duas também fizeram exame de corpo de delito nesta quarta-feira para averiguar as agressões.

 

 



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