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Ultraleve cai em condomínio de luxo na Barra da Tijuca e deixa dois feridos

Parte do telhado de uma casa foi destruído pela queda. No momento do acidente, cinco pessoas estavam na residência, mas todas escaparam ilesas

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Ultraleve cai no jardim de casa em condomínio de luxo da Barra da Tijuca
Ultraleve cai no jardim de casa em condomínio de luxo da Barra da Tijuca (Foto: Reprodução)

Um avião ultraleve caiu, na tarde desta segunda-feira (15), em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. A aeronave com prefixo PU-SPX colidiu virada para baixo, em uma área de grama, perto de uma piscina, após bater e destruir parte do telhado de uma casa localizada na Rua Josué de Castro, dentro do Santa Mônica Residências.

No momento da queda, cinco pessoas estavam na casa, mas todas escaparam sem ferimentos. Um dos moradores, que se identificou como Israel Lima, de 23 anos, estava fora da residência no momento do acidente e falou sobre como ficou sabendo do ocorrido.

“Eu recebi a noticia da minha namorada. Ela me ligou atônita dizendo que o avião tinha caído e que tinha duas pessoas feridas. Ela ficou mais preocupada com os filhos para saber como eles estavam. Mas ela está bem. Agora, a gente está vendo com o seguro. Graças a Deus, eles vão dar todo o suporte, tanto para o Airbnb quanto para as outras coisas”, ressaltou Israel.

As duas pessoas feridas no acidente foram o piloto do ultraleve, identificado como Milton Augusto Loureiro Júnior, de 77 anos, e o outro tripulante da aeronave, Mauro Eduardo de Souza e Silva, de 55 anos. Eles precisaram ser encaminhados para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, também na Barra da Tijuca. De acordo com a direção da unidade, os dois estão internados e apresentam um quadro clínico considerado estável.

A reportagem da Super Rádio Tupi conversou com o Antônio dos Prazeres, de 20 anos, que é vizinho da casa onde ocorreu a queda da aeronave e presenciou o momento do acidente. “Eu fui para a praia correr. Saí de casa passei aqui na esquina, no final da rua, em direção à balsa do condomínio, quando a gente viu o avião descendo já ali. Tinha umas pessoas gritando. Quando a gente olhou, já veio aquele barulho de queda”, relembrou.

“Foi só o tempo de correr para casa e prestar o socorro da forma que dava. Naquele momento, a gente não se pensa se vai explodir, se não vai explodir. A gente salva cachorro, salva gato, pega o que dá pra pegar, documento, tenta fazer o que dá”, destacou Antônio dos Prazeres.

“O ultraleve caiu na região da churrasqueira, na piscina. Se tivesse acontecendo um churrasco tinha morrido todo mundo. Imagina? A casa cheira a gás. A primeira vez que eu entrei, eu senti um cheiro absurdo e vi aquela água descendo. O avião bateu no telhado e começou a descer um líquido, a gente não sabia o que era, um cheiro forte de combustível e só vinha na cabeça: ‘nossa vai explodir’. A gente tentou tirar tudo. Se explodir, pelo menos a gente tá tentando salvar alguma coisa”, complementou Antônio.

Casa foi interditada após a queda do ultraleve
Casa foi interditada após a queda do ultraleve (Foto: Diogo Sampaio/Super Rádio Tupi)

Fabricada em 2010, a aeronave modelo Conquest 180 realizava um voo experimental na região. De acordo com informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o ultraleve não possui operação autorizada para táxi aéreo e estava registrado em nome de Milton Augusto Loureiro Júnior, que pilotava o avião no momento do acidente.

Depois da queda, a casa atingida foi interdita e passou por perícia. Por meio de nota oficial, o Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informou que está investigando o acidente e espera concluir a apuração no menor prazo possível.

Abaixo, confira imagens do local da queda do ultraleve:

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