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Caso Henry Borel: acusação diz que omissão de Monique não pode ficar impune

Assistente de acusação diz que Monique foi "omissa" e Jairinho "príncipe das trevas"

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Monique Medeiros
Monique Medeiros (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O caso Henry Borel chegou ao seu décimo dia de julgamento nesta quarta-feira (3) com o início dos debates finais entre defesas e acusação, etapa que deve preceder a decisão dos jurados ainda durante a noite.

Debates finais definem rumo do julgamento

O assistente de acusação Cristiano Medina abriu os discursos defendendo que a omissão de Monique Medeiros não pode ficar sem punição. “Tenho dó da Monique. Ela é uma mãe, mas ela foi omissa. Isso não pode passar impune”, afirmou, acrescentando acreditar em sua ressocialização, diferente do que projeta para o réu Jairinho. “Outras crianças poderão ser vítimas do Jairo”, alertou.

Segundo Medina, Monique teria deixado de denunciar as agressões movida por interesse em dinheiro e status. Para sustentar o argumento, ele lembrou que Jairinho teria agredido a então namorada logo no início do relacionamento. “Ela sabia que o Jairo era agressivo. Monique veio a saber o preço de ser ‘Princesa de Bangu’ e quis pagar”, disse.

Jairinho usou conhecimento médico nas agressões

O assistente de acusação também destacou que Jairinho, por ser médico, sabia como agredir sem deixar marcas visíveis no corpo de Henry. “Sabe como bater. O Jairo agredia crianças na clandestinidade para satisfazer não sei que prazer absurdo”, declarou Medina, que ainda comparou a situação ao sistema penal americano: “Se fosse no Texas, a pena dele não seria de 10 ou 20 anos. A pena dele seria a morte”.

A decisão dos jurados sobre condenar ou absolver os réus era esperada para o fim da noite desta quarta-feira (3).