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Caso Henry Borel: perito afasta hipótese de acidente doméstico

Perito do IML nega acidente doméstico e descarta lesões espontâneas na morte de Henry

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Henry Borel
Henry Borel (Foto: Reprodução)

O perito do Instituto Médico-Legal (IML), Leonardo Huber Tauil, afirmou nesta segunda-feira (1º) que a morte de Henry Borel não apresenta características de um acidente doméstico. Durante o oitavo dia de julgamento, ele destacou a ausência de elementos que justificassem a gravidade das lesões internas.

Segundo Tauil, a análise da residência onde o crime ocorreu não revelou objetos compatíveis com a fatalidade. “A gente não encontrou algum móvel ou objeto na casa que ele pudesse cair de maneira espontânea e causasse essa laceração hepática”, explicou o especialista aos jurados.

Lesões graves descartam hipótese de queda acidental

Responsável pelos laudos de necrópsia, o perito também mencionou que não foram identificados sinais de maus-tratos crônicos na criança. A defesa de Jairinho questionou Tauil sobre alterações nos documentos técnicos, mas o profissional afirmou que o tempo decorrido desde o crime dificulta a lembrança de detalhes específicos.

A sessão foi marcada pela saída de Monique Medeiros do plenário por volta das 11h25. A mãe da criança se retirou do II Tribunal do Júri ao ser confrontada com fotografias do corpo do filho, repetindo um comportamento ocorrido na última sexta-feira (29), quando chegou a passar mal.

Fotos – BRUNNO DANTAS-TJRJ

Depoimento dos réus está previsto para terça-feira

A dinâmica dos próximos interrogatórios foi definida para garantir o direito de defesa. A Justiça determinou que Monique seja a primeira a falar nesta terça-feira (2). A decisão atende a um pedido da defesa de Jairo Souza Santos Júnior, que deseja conhecer o teor das acusações da ex-companheira antes do interrogatório dele.

Ainda nesta segunda-feira, o assistente técnico Jefferson Evangelista Corrêa deve ser ouvido. O caso, que teve início em 8 de março de 2021, já mobilizou 20 testemunhas e se tornou o julgamento mais longo do Rio de Janeiro nos últimos 18 anos.

Antes do início dos trabalhos no tribunal, uma carreata partiu da Barra da Tijuca em direção ao centro da cidade. Cerca de 20 veículos participaram do ato, que utilizou painéis de LED com fotos de Henry para cobrar agilidade e justiça na conclusão do processo.