Casos recentes de violência com exposição ao álcool acendem sinal de alerta no Rio - Super Rádio Tupi
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Casos recentes de violência com exposição ao álcool acendem sinal de alerta no Rio

A reportagem da Rádio Tupi conversou com uma especialista que explicou os locais onde se pode consumir álcool que apresentam mais chances de violência
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Acidente de trânsito - Créditos: (depositphotos.com / robertcrum)

Pelo menos duas pessoas foram agredidas, neste fim de semana, em locais públicos como bares e festas, com grandes concentrações de pessoas.

Na noite da última sexta-feira, durante o jogo Brasil contra o Haiti, um jovem foi espancando e chegou a desmaiar em uma festa realizada no Jockey Club, na Gávea.

Na madrugada de sábado, o idoso Diógenes Arruda Junior, de 76 anos, ficou gravemente ferido após levar um soco e cair de uma mureta na orla da Praia da Bica, na Ilha do Governador.

Em ambos os casos, algo em comum: os locais estavam muito expostos a bebidas alcoólicas.

Nós conversamos com a psiquiatra especialista em Longevidade Consciente e Saúde Mental, Roberta França, que explicou o efeito do álcool em situações de violência:

“Então, à medida que a pessoa vai bebendo, ela tende a ficar mais impossível, menos crítica em relação ao comportamento, com mais dificuldade em interpretar inclusive situações de forma racional e que ela está colocando a si e ao outro em risco. Isso significa que os conflitos que normalmente a gente poderia resolver por meio de um diálogo, de uma conversa, acabam evoluindo para discussões muito mais intensas e até agressões”.

Roberta França também esclarece quais são os locais onde se pode consumir álcool que apresentam mais chances de violência:

“Então, a pessoa não tenha dúvida, ela fica mais propensa a agir sem pensar e a reação dela tende a ser desproporcional diante do conflito. Algumas pesquisas inclusive mostram que quanto maior a quantidade de álcool maior é o risco de comportamento agressivo. E o ambiente onde a gente tem um consumo de álcool excessivo, ele tem maior chance de apresentar ocorrências de brigas e situações de violência. E de novo, o álcool não é a única causa de agressividade, mas ele potencializa os comportamentos violentos, agravam os conflitos já existentes e por isso que o abuso do álcool deve ser encarado como uma questão inclusive de saúde pública”.

Um estudo da USP apontou que mais da metade das vítimas de mortes violentas em quatro capitais brasileiras tinham álcool ou drogas no organismo no momento da morte.

90% das vítimas de mortalidade violenta no país foram homens, sendo apenas 10% de mulheres.

O levantamento da Universidade de São Paulo (USP) também aponta que, entre todas as vítimas de mortes violentas das quatro capitais analisadas, Belém, Recife, Vitória e Curitiba, 53% testaram positivo para ao menos uma substância psicoativa. As mais detectadas foram: cocaína e álcool.