Chuva no Rock in Rio? Fundação Cacique Cobra Coral rebate críticas por não afastar o mau tempo - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Rio

Chuva no Rock in Rio? Fundação Cacique Cobra Coral rebate críticas por não afastar o mau tempo

Porta-voz da fundação diz que prioridade é combater a seca, não garantir tempo bom para eventos; relembre a antiga parceria com Roberto Medina

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Uma roda gigante Itaú em um festival lotado com público e palcos sob céu nublado
Público no Rock in Rio, palco de debate sobre a atuação da Fundação Cacique Cobra Coral para evitar chuvas no festival. Foto: Lohrrany Alvim/Super Rádio Tupi

A Fundação Cacique Cobra Coral informou que não está atuando para evitar a chuva no Rock in Rio, apesar dos pedidos feitos por fãs. Segundo a entidade, a prioridade atual é contribuir para o enchimento dos reservatórios de água da região Sudeste.

Ao EXTRA, o porta-voz da fundação, Osmar Santos, afirmou que o foco da entidade está voltado para a questão hídrica, e não para as condições climáticas do festival.

A fundação explicou que seu modelo de trabalho envolve convênios gratuitos com governos, condicionados a compromissos ambientais, e contratos com instituições privadas. O Rock in Rio já teve esse tipo de acordo em edições anteriores.

Em um comunicado oficial, a entidade reforçou sua prioridade. “Não tem cabimento a entidade atuar para um evento com uma crise hídrica e elétrica batendo à porta”, diz o texto, mencionando que a fundação atua em emergências climáticas e não no cotidiano.

Atuação no Rio

Em agosto, a Prefeitura do Rio firmou um acordo com a instituição para diminuir os danos causados por vendavais. Questionado se o apoio não se estenderia a eventos como o festival, o porta-voz explicou a necessidade da chuva atual.

“O acordo é para evitar inundações na cidade do Rio. Se não cair o que precisa para agora, quando chegar o verão, pode se tornar um caos para toda a região”, afirmou Osmar Santos, marido da médium Adelaide Scritori, que afirma incorporar o espírito do Cacique.

A relação do Cacique Cobra Coral com o Rock in Rio

Rock in Rio 2024
Rock in Rio 2024. Foto: DIvulgação / Rock in Rio

A parceria com o festival começou em 2001. Segundo o livro “Rock in Rio: a história”, de Luiz Felipe Carneiro, o fundador Roberto Medina queria evitar a lama da primeira edição, em 1985, e contratou o cacique por 10 mil dólares para “afugentar as nuvens”.

A negociação foi direta: Medina pagou 2 mil dólares adiantado e prometeu o restante se não chovesse. “Se chover, não pago”, teria dito o empresário. O tempo permaneceu firme e o acordo foi cumprido.

A colaboração continuou nos anos seguintes, incluindo edições internacionais em Las Vegas e Lisboa. Em 2011, uma chuva atingiu o evento, e a fundação justificou que sua equipe foi impedida de entrar na Cidade do Rock por falta de credenciamento do veículo.

“Resolvemos contratar para garantir. Desde 2001, iniciamos uma parceria que deu certo”, disse Roberta Medina em 2015, então vice-presidente do festival. Naquele ano, no entanto, um temporal marcou a edição. O contrato não foi renovado para os anos de 2017, 2019, 2022 e 2024, e todos registraram chuva.

Osmar Santos afirma ter recebido mais de 2 mil e-mails com pedidos para o festival. Ele reforçou que a prioridade é uma operação em São Paulo para encher o Sistema Cantareira. “Quando a gente tinha a parceria, começávamos este trabalho seis meses antes. Era o próprio Roberto Medina quem nos procurava. Agora, que o controle está com os filhos, não fomos procurados”, declarou.