Ciência e Saúde

Codin e Fiocruz firmam acordo para instalação da nova fábrica Bio-Manguinhos em Santa Cruz

Unidade vai ocupar uma área de 580 mil metros quadrados e terá capacidade de produção de 120 milhões de frascos de vacinas

Por Redação Tupi

Foto: Governo do Estado do Rio

A Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) celebraram um acordo para a instalação do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde, no Distrito Industrial de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Será a maior fábrica de vacinas da América Latina.

A unidade vai ocupar uma área de 580 mil metros quadrados e terá capacidade de produção de 120 milhões de frascos de vacinas e biofármacos por ano. A expectativa é de que as obras gerem 5 mil empregos diretos. Previsto para estar pronto em 2023, o complexo será responsável por toda produção de vacinas da Fiocruz, inclusive a de Covid-19, quando esta for aprovada.

O compromisso foi fechado em uma reunião da diretoria da Codin e uma comitiva da Fiocruz, chefiada por Artur Couto, da diretoria do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). No encontro, foram acordados os termos da escritura definitiva que, posteriormente, será registrada em cartório.

“A construção dessa fábrica, resultado de uma parceria com o governo federal, consolida a tradição do estado do Rio de Janeiro no setor de biotecnologia e tem potencial para atrair investimentos e emprego ,” afirmou o governador em exercício Cláudio Castro.

Para o presidente da Codin, Fábio Galvão, é um passo importante para o desenvolvimento industrial do estado do Rio de Janeiro.

“Onde há uma indústria hoje, haverá outras chegando num futuro próximo, porque essas operações envolvem toda uma cadeia de produtores de insumos e fornecedores de materiais. Vamos reindustrializar o estado, promovendo todo um ciclo virtuoso ,” disse Galvão, que prevê ainda que o apoio ao projeto da Fiocruz gere 1.800 empregos da mais alta qualificação e, portanto, com bons salários a serem pagos.

A iniciativa, lançada em 2010, já passou por investimentos da ordem de R$ 1 bilhão do governo federal em terraplanagem, estaqueamentos de toda área, construções dos blocos e cintas e aquisição de equipamentos.

O complexo a ser construído terá nove prédios, englobando setores de processamento, embalagem, armazenamento de matéria-prima e produtos finais, controle e garantia da qualidade, e centrais de tratamento de resíduos e efluentes.

 

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