Rio
Leilão que substitui a SuperVia muda contrato e mira benefício ao usuário
Consórcio Nova Via Mobilidade assume operação com remuneração por quilômetro
A saída da SuperVia e a chegada de um novo operador aos trens urbanos do Rio de Janeiro podem representar mudanças importantes para o passageiro. O tema foi destaque na edição desta terça-feira (10) do Jornal da Tupi, que detalhou os impactos do leilão realizado hoje e as expectativas em torno do novo contrato.
O consórcio Nova Via Mobilidade foi definido como vencedor e assumirá a operação com uma regra diferente da anterior. Em vez de receber por passageiro transportado, a empresa passará a ser remunerada por quilômetro rodado. Essa mudança altera a lógica do sistema e cria um incentivo direto para manter mais trens circulando ao longo do dia, reduzindo intervalos irregulares e viagens suprimidas.
Para o usuário, a principal expectativa é de um serviço mais previsível. Com a remuneração vinculada à circulação dos trens, o objetivo do novo modelo é evitar falhas operacionais recorrentes e melhorar a regularidade das viagens, um dos principais problemas enfrentados por quem depende do transporte ferroviário.
Outro ponto abordado no Jornal da Tupi é o volume de investimentos previsto no contrato. Ao longo dos cinco anos iniciais, a nova operadora terá o compromisso de aplicar R$ 660 milhões em melhorias. Esses recursos devem ser direcionados à manutenção da malha, recuperação de equipamentos e aprimoramento da operação, fatores que impactam diretamente a experiência dos quase 300 mil passageiros atendidos diariamente.
A transição entre as empresas ainda passará por etapas, com um período de operação conjunta. Mesmo assim, a definição do novo consórcio e a mudança na regra contratual abrem a possibilidade de um sistema mais eficiente e alinhado às necessidades de quem utiliza o trem todos os dias, como foi discutido na edição desta terça do Jornal da Tupi.