Rio
Criança de 3 anos é atacada por pitbull e passa por cirurgia em São Gonçalo
Dois casos aconteceram nesta semana, em Cosmos, na Zona Oeste do Rio, e em São Gonçalo; menina não resistiu aos ferimentos e menino segue internado em estado grave
Dois ataques envolvendo crianças de 3 anos e cães da raça pitbull foram registrados no Rio de Janeiro nesta semana. Em Cosmos, na Zona Oeste da capital, uma menina morreu após ser atacada pelo animal que pertencia ao companheiro da avó.
Já em São Gonçalo, na Região Metropolitana, um menino ficou gravemente ferido após ser atacado enquanto voltava da creche com a mãe e o irmão.
Menina não resiste após ataque em Cosmos
Lorena Valentina de Oliveira Silva, de 3 anos, foi atacada pelo pitbull dentro da casa onde morava com a avó, em Cosmos. O cachorro pertencia ao companheiro da avó da menina e fazia parte do convívio da família.
A criança chegou a ser socorrida e levada para o Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, mas não resistiu aos ferimentos e morreu nesta quinta-feira (17).
Após o ataque, o cachorro também ficou ferido e foi levado para um hospital veterinário em Sepetiba. O animal permanece internado e recebe atendimento.
O tutor foi preso. Segundo a Polícia Civil, ele responderá por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Menino fica gravemente ferido em São Gonçalo
Um dia antes, na quarta-feira (16), outro ataque deixou um menino de 3 anos gravemente ferido em Vista Alegre, em São Gonçalo.
A criança voltava da creche acompanhada da mãe e do irmão, de 5 anos, quando o cachorro avançou contra o grupo. Para tentar proteger o filho, a mãe entrou em luta corporal com o animal.
“Eu quase perdi o meu filho. Peço a cada um que tenha qualquer tipo de cachorro que cuide deles dentro de casa. Se você não tem condições de cuidar, não pegue. E peço, por favor, que o dono do cachorro também compareça pelo menos para dar uma satisfação”, relatou a mãe, que preferiu não se identificar.
O menino foi levado inicialmente para a UMPA de Santa Luzia e, devido à gravidade dos ferimentos, transferido para o Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT). Ele passou por uma cirurgia e continua internado em estado grave.
O atendimento envolveu diferentes equipes médicas, incluindo especialistas em neurocirurgia e cirurgia bucomaxilofacial. O menino também é acompanhado pelas equipes de oftalmologia e pediatria.
Hospital alerta para número de ataques
O Hospital Estadual Alberto Torres informou que atendeu cerca de 25 vítimas de mordidas de cães em 2026. Segundo o médico Jonathan Ribeiro, a maioria dos pacientes é formada por crianças e os principais animais envolvidos são pitbulls ou cães com características semelhantes.
De acordo com o especialista, os ataques podem provocar ferimentos extensos, fraturas na face e perda de tecidos, além de possíveis sequelas na fala, na deglutição e na aparência.
“Esse ano, nós tivemos cerca de 25 pacientes vítimas de mordedura canina aqui no hospital, em sua maioria crianças. O principal animal causador é pitbull ou variações dessa raça”, afirmou.
O médico também explicou que alguns casos exigem internações prolongadas e podem demandar atendimento em centros de terapia intensiva.
No estado do Rio de Janeiro, uma lei determina que cães das raças pitbull, dobermann e rottweiler só podem circular em locais públicos usando focinheira e guia e conduzidos por pessoas maiores de 18 anos.