Rio
Deputado Cláudio Caiado cobra fiscalização aérea após colisão de helicópteros no Recreio
Parlamentar diz que um em cada três voos da região descumpria a altura mínima
O deputado estadual Cláudio Caiado (PSD) afirmou que um em cada três voos na região do entorno do Aeroporto de Jacarepaguá descumpria a altura mínima exigida, segundo dados de equipamentos de monitoramento instalados no ano passado. A declaração foi dada após a colisão de dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, que matou seis pessoas no último domingo (14).
“Esses aparelhos mostram que um em cada três voos não seguiam a altura mínima, colocando todo mundo em risco”, disse o parlamentar, que acompanha há anos a questão do tráfego aéreo na região.
Caiado lembrou que, duas semanas antes do acidente, enviou ofícios às autoridades junto com o deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ). “Duas semanas atrás, junto com o deputado federal Hugo Leal, enviamos essas informações às autoridades e pedimos a punição dos infratores”, afirmou. Os documentos foram encaminhados à ANAC e ao DECEA para cobrar medidas de fiscalização, transparência e responsabilização de aeronaves irregulares.
Equipamentos instalados em 2025 já apontavam voos fora da regra
Os equipamentos que monitoram o trajeto e a altura das aeronaves foram instalados em setembro do ano passado, após mobilização liderada pelos deputados e pelo presidente da Câmara do Rio, Carlo Caiado. Segundo o parlamentar, os aparelhos registram por onde passam aviões e helicópteros e a que altura voam.
O deputado disse que uma nova reunião com a ANAC está marcada para os próximos dias, para tratar do excesso de voos e da falta de fiscalização na Barra, no Recreio, em Jacarepaguá e no entorno. “Esse é um problema que a gente acompanha há bastante tempo”, afirmou.
“Nós não somos contra o transporte aéreo, os voos de helicópteros e aeronaves de pequeno porte, mas sim cobramos a regulamentação e que a lei seja cumprida”, disse. “Agora é preciso descobrir o que aconteceu e reforçar a fiscalização para evitar que uma nova tragédia aconteça.”
O que se sabe sobre o acidente
A colisão ocorreu por volta das 9h de domingo, quando dois helicópteros de pequeno porte se chocaram no ar e caíram em um terreno na Avenida das Américas, usado pela montadora BYD para armazenar veículos elétricos. O impacto provocou explosões e um incêndio que atingiu cerca de 20 carros no pátio.
As seis pessoas a bordo das duas aeronaves morreram. Em uma delas estavam cinco ocupantes, entre pilotos e passageiros; na outra, apenas o piloto. O Corpo de Bombeiros mobilizou cerca de 45 militares para conter as chamas, e o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) já iniciou a apuração das causas.
O parlamentar encerrou prestando solidariedade às famílias. “Deixo minha solidariedade aos familiares e aos amigos das vítimas desse terrível acidente”, afirmou.