Rio
Dia mundial do fusca reúne histórias de paixão e nostalgia no Rio de Janeiro
Veículo icônico mobiliza motoristas, comunicadores e colecionadores que mantêm viva a memória do “carro mais popular do brasil"
O Dia Mundial do Fusca movimentou cariocas apaixonados pelo veículo que marcou gerações e segue presente nas ruas do Rio de Janeiro. A celebração destacou histórias de vida, encontros e a forte ligação afetiva com o modelo que virou símbolo de simplicidade e resistência.
Na Zona Norte, o taxista Marcos Cardoso Marques, de 65 anos, contou que o Fusca faz parte de toda a sua trajetória profissional e pessoal. Ele relembra que o primeiro carro particular foi justamente o modelo que ainda usa no trabalho diário.
“Meu primeiro carro foi o Fusca, né? (…) aí casei, não teve como sustentar a família, aí parti para o ponto aqui. Aí peguei o Fusca, tô aqui até hoje”, disse.
Com 39 anos de trabalho nas ruas do Rio, ele afirma que o veículo ainda chama atenção dos passageiros, principalmente de turistas e crianças.
“Aceitam bem. Mas pessoal de fora vem aí, tiram muita foto. É muito aceitável”, afirmou.
“Principalmente crianças. Crianças adoram subir no Fusca.”
Em Madureira, o comunicador Garcia Duarte também mantém uma relação afetiva antiga com o carro. Ele lembra da infância no interior de Minas Gerais e da presença constante do Fusca na vida da família.
“Meu tio, quando ia visitar a gente lá na roça, ele ia de Fusca. (…) o barulho do motor já era familiar”, contou.
“Ano 80, motor 1300, verde, é o bibelô. Tá comigo até hoje.”
Já o entusiasta Ricardo Alves, morador do Leme, destaca o papel social que o Fusca ainda exerce em encontros de carros antigos e no cotidiano.
“Um carro projetado para guerra e hoje em dia traz a felicidade de todos aqui”, disse.
“Ele não anda, ele desfila. (…) todo mundo quer saber sobre ele, tirar foto.”
O Fusca, criado na Alemanha na década de 1930 e lançado no Brasil em 1959, se consolidou como um dos veículos mais populares do país e segue como referência cultural. No Rio de Janeiro, encontros de colecionadores continuam atraindo admiradores, reforçando o status de clássico que atravessa gerações.