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Drone com drogas e celulares é barrado em presídio feminino no Rio

Ação em Benfica apreendeu 6kg de entorpecentes e 20 aparelhos; operação já retirou mais de 750 celulares de circulação no sistema prisional

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Mesa com drogas, celulares, chips e documento da Operação Illicitus apreendidos
Material apreendido na Operação Illicitus que impediu a entrada de drogas e celulares no Instituto Penal Oscar Stevenson - Foto; Reprodução

Agentes da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) impediram a entrada de mais de seis quilos de entorpecentes e 20 celulares no Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica. A apreensão ocorreu neste sábado e tinha como alvo a unidade prisional feminina.

O flagrante foi possível após policiais notarem um drone sobrevoando o presídio e movimentações suspeitas na comunidade do Arará, localizada nos arredores. Além dos telefones e das drogas, a fiscalização apreendeu chips de celular e uma carga de cigarros embalada para as internas.

Balanço da Operação Illicitus

A ação integra a Operação Illicitus, que desde agosto busca desarticular a logística do crime organizado nas penitenciárias do Rio de Janeiro. A força-tarefa já retirou de circulação mais de 15 quilos de drogas e 750 celulares em diversas unidades prisionais do estado.

A Seppen informou que o controle rigoroso e o uso de tecnologia, como scanners corporais, resultaram na prisão de 12 visitantes que tentavam ingressar com itens proibidos. Dois policiais penais também foram flagrados em condutas irregulares durante o período de fiscalização.

No caso de Benfica, a Polícia Penal identificou a cela que receberia o material. As detentas do local serão redistribuídas e uma sindicância interna foi aberta para apurar as responsabilidades individuais.

A ocorrência será registrada na 21ª DP (Bonsucesso). A Polícia Civil usará as imagens das câmeras de segurança do presídio para subsidiar as investigações e identificar os criminosos que atuaram na área externa.

Segundo a Seppen, as medidas são parte de um esforço para o enfraquecimento do crime organizado. A secretaria reforçou que o trabalho busca assegurar a ordem no sistema prisional fluminense, com foco na legalidade e na transparência pública.