Rio

Em busca do parto humanizado, casal de youtubers recorre ao SUS

Com quase 1 milhão de inscritos em seu canal, Filipe e Gabi escolheram uma maternidade pública no Rio para ter seu primeiro bebê

Por Victor Yemba

(Divulgação)

Cada dia uma nova descoberta, ansiedade à flor da pele, a qualquer momento, a herdeira do casal pode chegar. Essa pode ser a história de muitos papais de primeira viagem, como é o caso de Filipe Maia e Gabi Smith.

Os youtubers de apenas 21 anos estão à espera da primeira filha e apesar de contar com plano de saúde, escolheram a Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, no centro do Rio, para viver o momento mais importante de suas vidas.

“Vemos bastante preconceito com a rede pública em diversos aspectos, mas escolhemos a Maria Amélia justamente por ser uma maternidade referência em partos humanizados na cidade do Rio. Queremos compartilhar com nossos seguidores que é possível fazer isso por meio do SUS”, conta o casal.

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Desde 2016 produzindo conteúdo, os dois têm quase dois milhões de seguidores nas redes sociais. “Começamos em 6 de outubro de 2016, tínhamos apenas 17 anos. Era tudo uma brincadeira, criamos o canal como nosso hobby”, revela Filipe. Hoje, já passam de 35 milhões de visualizações em seus vídeos, postados diariamente na plataforma.

“Como gestante, me sinto segura em poder escolher uma maternidade pública para ter nosso bebê e poder compartilhar isso com nosso público”, diz Gabi. “Muitos não sabem, ou se sentem inferiores por não ter uma opção de hospital particular. Mas escolhemos essa maternidade do SUS justamente porque nos dão a opção de um parto humanizado respeitando nossos limites e escolhas. Fico feliz em poder passar essa informação”, ela completa.

Hoje no Brasil, mais da metade dos partos (55%) são cesáreas e quando falamos do serviço privado, esse número sobe para mais de 80%. De acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS, a porcentagem recomendada de cesáreas é de no máximo 15%, apenas em casos em que há risco para mãe e para o bebê. Quando falamos em países da Europa, essa taxa fica perto dos 20%.

O grande número de cirurgias no país envolve diversos fatores, como o desconhecimento ou medo do parto normal, comodidade de escolher o dia e hora do parto, além da economia de recursos para as clínicas em que são realizados os procedimentos.

“O Hospital Maternidade Maria Amélia tem cerca de 30 mil partos realizados e apenas 28% são cesarianas”, conta Filipe. A rede é responsável por mais de 90% dos partos do Sistema Único de Saúde na cidade do Rio. Com mais de 100 leitos, também presta assistência a mulheres vítimas de violência, realiza abortos autorizados por lei, promove campanhas de planejamento reprodutivo e inserção de DIU, além de prestar atendimento psicológico e social a gestantes, puérperas e familiares.

“O SUS é um direito de todos nós”, reconhece o casal, que está literalmente à espera. Com 39 semanas, a bebê que ainda não teve o nome revelado, pode nascer a qualquer momento. “Já preparamos tudo para a chegada dela, agora a ansiedade está a mil”, eles completam.

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